Estado de emergência

Andaram de festa em festa e foram detidos por desobediência em Sintra

Andaram de festa em festa e foram detidos por desobediência em Sintra

Dois homens e uma mulher foram detidos pela PSP por desobediência depois de terem participado em várias festas na rua, no Cacém, concelho de Sintra. Numa delas, terão chegado a ser atiradas pedras contra os polícias.

Os suspeitos, com idades compreendidas entre os 20 e os 26 anos, foram todos notificados, no primeiro convívio, de que deveriam regressar a casa e lá permanecer, devido ao estado de emergência em vigor até 17 de abril.

Na festa, pelas 19 horas de domingo, estariam cerca de 30 jovens a consumir bebidas alcoólicas, mas apenas cinco foram notificados "para que se deslocassem para o seu domicílio", refere esta terça-feira, em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP:

O grupo terá, na ocasião, dispersado. Só que, cerca de três horas depois, os mesmos agentes "foram novamente acionados" para um outro convívio com os mesmos jovens, "noutra localização".

A maioria conseguiu fugir, mas um dos homens notificado na festa anterior foi intercetado e "detido por desobediência ao abrigo do previsto no estado de emergência".

Menos de duas horas depois, pelas 23.50 horas, o mesmo grupo foi mais uma vez surpreendido pela PSP, que acorreu ao local com meios reforçados. Terá sido nesta situação que, segundo o Cometlis, foram arremessadas pedras da calçada contra os polícias. Um segundo jovem foi então detido.

A terceira detenção ocorreu já na madrugada de segunda-feira, depois de as autoridades terem sido chamadas, cerca das 2 horas, para uma situação de ruído na via pública.

A PSP encontrou, neste caso, cinco pessoas a conviver, entre as quais uma mulher que fora notificada na festa das 19 horas e que terá estado também no convívio em que os agentes terão sido agredidos. Acabou, por isso, igualmente detida.

Desde 22 de março que a generalidade da população está sujeita ao dever de recolhimento domiciliário, de modo a evitar a propagação da Covid-19. Desde 3 de abril que as autoridades estão igualmente mandatadas pelo Governo para dispersar aglomerações de mais de cinco pessoas, exceto se estas forem todas da mesma família.

Quem não acatar as ordens das autoridades incorre num crime de desobediência punível, neste contexto, com uma pena de até um ano e quatro meses de prisão ou de até 160 dias de multa.

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