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Prisão preventiva

André "Pirata" insultado por amigos do cúmplice à saída do tribunal

André "Pirata" insultado por amigos do cúmplice à saída do tribunal

O assaltante André Oliveira ("Pirata"), de 29 anos, saiu sob insultos do Tribunal de Vieira do Minho, este sábado à tarde, a caminho da cadeia, depois de ter sido ordenada por um juiz a sua prisão preventiva.

A medida de coação foi aplicada também ao cúmplice, Fernando, de 23 anos, que com ele tinha sido detido na sexta-feira, pela GNR, após uma perseguição atribulada, que começou em Amares e terminou em Braga.

Com um longo cadastro por assaltos, André, de São João da Madeira, foi insultado por amigos de Fernando, de Vila Nova de Gaia, que souberam que o cadastrado tinha ficado em silêncio perante a juíza de instrução, não ilibando, como prometera, o outro arguido, que os amigos consideram ter sido arrastado para o crime por "Pirata".

Um grupo de jovens exaltados acusou André de "ter atraído" Fernando para a mesma suíte de um hotel, no Porto, onde se tinha filmado e colocado o vídeo nas redes sociais a beber champanhe, três semanas após fugir e deixar entregue à sua sorte, junto ao Hospital de São João da Madeira, a namorada, Inês Carvalho, de 23 anos. A jovem tinha sido atingida por uma bala disparada pela PSP, após um assalto frustrado, na madrugada de 24 de setembro, e acabou por morrer.

Silêncio trama cúmplice

Fernando, cujos gritos de desespero por ter ficado em prisão preventiva eram bem audíveis, na praça central de Vieira do Minho, tinha declarado, de manhã, que fora convidado por André "Pirata" para um convívio com duas jovens, findo o qual, segundo a sua versão, se terá visto "envolvido" numa sequência de assaltos, referindo-se aos três furtos cometidos na sexta-feira de manhã na Póvoa de Lanhoso, que levaram às suas detenções.

Tudo parecia bem encaminhado para Fernando, que trabalhava a fazer biscates numa empresa de mudanças, mas, disseram ao JN os seus amigos, o facto de "Pirata" se ter calado perante a juíza, não confirmando aquela versão, causou a sua prisão preventiva. O advogado de André, Pedro Álvares, não quis comentar a situação. Os dois jovens já foram levados para a cadeia.

Ontem, André respondeu apenas pelos assaltos e pela fuga da véspera, na qual abalroou um carro da GNR, mas a este caso deverão ser juntados outros processos que estavam a ser investigados, sobretudo relativos a assaltos, incluindo aquele de que resultou a morte da sua namorada.

Alerta em rede social decisivo para detenção

Um alerta num grupo informal criado numa rede social e integrado por elementos da GNR foi fundamental para a localização e detenção de André "Pirata", em Adaúfe, Braga, depois de este ter batido com a viatura em que seguia contra um muro. Foi intercetado perto, junto a uma capela. O cúmplice já tinha sido detido.

Libertado por causa da pandemia

André "Pirata" foi um dos presos que beneficiaram da medida de libertação excecional decidida como forma de prevenção da covid-19 em ambiente prisional no âmbito da pandemia. Foi um dos poucos que não cumpriram com a obrigação de se apresentar semanalmente às autoridades.

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