Operação Marquês

Ao segundo dia, Santos Silva volta a chegar em silêncio

Ao segundo dia, Santos Silva volta a chegar em silêncio

Carlos Santos Silva, o amigo e alegado testa de ferro do ex-primeiro-ministro José Sócrates, voltou a recusar, esta quinta-feira, prestar declarações aos jornalistas à chegada para o segundo dia de interrogatório na instrução da Operação Marquês.

O empresário ligado ao grupo Lena chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, pelas 13.40 horas, cerca de 20 minutos antes do início da sessão, agendada para as 14 horas, à porta fechada.

"É mais um dia de diligências", limitou-se a dizer, à entrada, a advogada de Santos Silva, Paula Lourenço. Na quarta-feira, o interrogatório prolongou-se por cerca de seis horas.

Entre outros aspetos, o empresário garantiu ao juiz Ivo Rosa que os 23 milhões de euros que, a partir do final de 2010, repatriou, ao abrigo do Regime Extraordinário de Regularização Tributária então em vigor, da Suíça, são seus e não do antigo governante socialista. O Ministério Público sustenta, porém, que o dinheiro em causa pertencia a Sócrates e que este o colocou nas contas do amigo para esconder que era o seu real proprietário.

Santos Silva está acusado, no total, de 33 crimes de corrupção, branqueamento de capitais, falsificação de documento e fraude fiscal, 29 dos quais em coautoria com o ex-primeiro-ministro.

A Operação Marquês conta, ao todo, com 28 arguidos. Dezanove tentam, nesta fase, impedir que o processo siga para julgamento.

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