Justiça

Árbitro português e 13 funcionários da Autoridade Tributária detidos por peculato

Árbitro português e 13 funcionários da Autoridade Tributária detidos por peculato

O árbitro Luís Reforço, da Associação de Futebol de Setúbal, foi um dos 14 detidos, na noite de segunda-feira, no decorrer de uma investigação a funcionários da Autoridade Tributária associados ao Aeroporto de Lisboa.

A PSP deteve 14 funcionários da Autoridade Tributária (AT) e constituiu outros 13 arguidos, por suspeita de peculato e falsificação de documentos, avança o jornal "Expresso", que dá conta da detenção do árbitro Luís Reforço, que terminou a carreira em março.

Esta operação resultou de uma investigação que durou mais de um ano, segundo explicou o Comandante Operacional da Divisão Criminal de Lisboa, Nuno Pereira. Os detidos e a restante rede "facilitavam a entrega e chegada de objetos" ao Aeroporto de Lisboa, que eram retidos e dados como perdidos e não eram reclamados. Os objetos eram posteriormente revendidos ou usados em benefício próprio.

Foram realizadas 30 buscas domiciliárias que levaram à descoberta de objetos como computadores, telemóveis, relógios e outros objetos pessoais, todos desviados por este esquema ilícito. Foram também encontradas três armas de fogo e uma pressão de ar não legalizadas.

"Ao longo de aproximadamente um ano foram investigados vários crimes praticados por funcionários da Autoridade Tributária, no Aeroporto Humberto Delgado (Lisboa), no âmbito das suas funções, nomeadamente a apropriação ilegítima de objetos e mercadorias que os mesmos tinham acesso no âmbito da sua atividade profissional, os quais, escapando ao controlo e supervisão, passavam a integrar as suas esferas patrimoniais", explicou a PSP.

Em comunicado posterior às declarações, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) explica que a operação foi realizada na manhã de hoje, nos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e nos Açores, envolvendo "dezenas de crimes de peculato e de falsificação de documentos".

Os detidos serão nas próximas 48 horas presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.