Alcochete

Entrou no balneário pelo entusiasmo de ver os seus "ídolos"

Entrou no balneário pelo entusiasmo de ver os seus "ídolos"

Jorge Almeida, um dos arguidos envolvidos nas agressões a jogadores na Academia de Alcochete, disse esta sexta-feira aos juízes do Tribunal de Monsanto que apenas queria dar força aos jogadores para o jogo da Taça de Portugal e que decidiu entrar no balneário pelo entusiasmo de ver os seus ídolos.

"Quando entrei no edifício, deparei-me com Manuel Fernandes e ouvi gritos: "domingo é para ganhar, nós somos o Sporting". Segundo o arguido, Manuel Fernandes terá afirmado que "aquilo não era o Sporting e que nós estávamos a fazer as coisas mal". Jorge Almeida respondeu que o que estava a acontecer não era como ele e que já não jogava no clube de Alvalade.

Questionado pela juiz Sílvia Pires sobre o motivou que o levou a entrar no edifício, já que ia apenas ver o treino, afirmou que entrou no balneário para ver os seus ídolos.

Jorge Almeida nega ter agredido qualquer jogador e nega ter visto qualquer agressão. "À porta do vestiário vejo o Bas Dost a ser assistido por um homem alto e espreitei, mas não consegui ver nada devido ao fumo". Jorge Almeida viu Jorge Jesus dentro e fora do balneário, mas sem sinais de agressões. Depois fugiu para os carros e, perante os juízes, apresentou desculpas pelo sucedido.

Tal como em testemunhos anteriores, Jorge Almeida disse ter tapado a cara com uma t-shirt à entrada da Academia devido à presença de jornalistas. "Fui convidado à hora de almoço para ir à Academia, mas nunca seria para agredir os jogadores". "Foi um erro ter ido à Academia", concluiu.

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