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Arguido diz ter fugido de Alcochete em pânico depois de ver Bas Dost ferido

Arguido diz ter fugido de Alcochete em pânico depois de ver Bas Dost ferido

Afonso Ferreira esteve incluído num dos primeiros grupos de encapuzados a entrar no edifício do balneário na Academia de Alcochete, mas depois de ver Bas Dost ferido, no chão, entrou em pânico e fugiu. "Não era para aquilo que fui à Academia", refere o arguido ao coletivo de juízes no Tribunal de Monsanto.

O então jovem de 19 anos, sócio do Sporting desde que nasceu, foi inserido num dos grupos do WhatsApp para a ida à Academia e levou consigo uma balaclava. "Tinha desde o carnaval ou passagem de ano, não me lembro".

Ao chegar à Academia, onde diz nunca ter entrado antes, dirigiu-se ao campo de treinos onde esperava ver os atletas. "Íamos dar uma pressão aos jogadores perante a falta de compromisso de alguns atletas que, naquele momento, não estavam a cumprir o que lhes era esperado enquanto jogadores do Sporting". "A intenção era apenas a de pressionar verbalmente depois da derrota da Madeira e queríamos que os jogadores reagissem", afirma o arguido, acrescentando que. apesar de ter lido mensagens a incitar à violência, pensou que seriam apenas "da boca para fora".

O arguido nega ter agredido qualquer jogador, lembra-se de fumo dentro do edifício e mostrou arrependimento. "Foi o maior erro da minha vida ter estado na Academia naquele dia e àquela hora. Nunca esquecerei o que passei na cadeia, os meus pais a chorar em cada visita".

Enquanto estudante, diz ter ficado marcado pelo facto de só sair numa diligência cinco meses depois de estar em prisão preventiva. "Fiquei muito tempo sem ver uma árvore, sem ver jovens com mochilas". "Estou bastante arrependido pelo que aconteceu e pelo sofrimento causado aos jogadores".

Antes de Afonso Ferreira, Paulo Patarra falou aos juízes. Leu apenas uma declaração na qual manifestou arrependimento pelo sucedido e recusou responder às questões do Tribunal.

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