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Arguido do e-Toupeira deixa de ser observador de árbitros

Arguido do e-Toupeira deixa de ser observador de árbitros

Júlio Loureiro, um dos arguidos no processo e-Toupeira, revelou esta quinta-feira nas redes sociais que vai deixar de ser observador de árbitros. "Depois de trinta e dois anos ao longo dos quais dei o meu contributo para uma causa muito nobre, chegou o dia que nunca imaginei que viveria tão depressa", escreveu.

"Devo confessar que é uma decisão bastante difícil de tomar, pois necessitei de analisar vários pontos e de reflectir sobre o futuro. Prevaleceu, por isso, aquela que será a melhor decisão para a arbitragem, para mim e para a minha Família: chegou a hora em que tenho de deixar de fazer aquilo de que tanto gosto e que considero ter sido um enorme privilégio", disse no Facebook.

"A partir de hoje serei apenas mais um adepto de futebol na busca de novas aventuras e de novas conquistas", termina Júlio Loureiro, que, no ano passado, negou todas as acusações que lhe são imputadas pelo Ministério Público (MP).

"Nunca tive acesso a nenhum processo, nunca pesquisei nenhuma base de dados, considero-me inocente, não cometi qualquer tipo de crime. Sinto-me tranquilo", afirmou em setembro de 2018, à entrada do Tribunal de Guimarães.

Em causa no processo do e-Toupeira estão os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e oferta ou recebimento indevido de vantagem e favorecimento pessoal, violação do segredo de justiça, violação de segredo por funcionário, peculato, acesso indevido, violação do dever de sigilo e falsidade informática são os outros crimes imputados aos acusados.

O arguido Júlio Loureiro está acusado de 76 crimes: um de corrupção passiva, um de recebimento indevido de vantagem, um de favorecimento pessoal, seis de violação de segredo de justiça, 21 de violação de segredo por funcionário, nove de acesso indevido, nove de violação do dever de sigilo e de 28 crimes de falsidade informática.

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