Braga

Arguido passa de coautor a cúmplice de homicídio no Fujacal

Arguido passa de coautor a cúmplice de homicídio no Fujacal

O Tribunal de Braga adiou, esta terça-feira, a leitura da sentença do homicídio ocorrido no Bairro do Fujacal, em Braga, por considerar que um dos dois arguidos acusados de coautoria do crime é afinal cúmplice do mesmo.

O julgamento respeita à morte de Carlos Galiano ("Pena"), durante a madrugada de 5 de outubro de 2021, no Bairro do Fujacal, em Braga, crime que o arguido Luís Teixeira ("Max") já confessou na audiência, tendo, no entanto, sempre negado a intenção de matar o seu amigo de outrora, que nessa mesma noite tinha sovado um amigo comum, Diogo Azevedo ("Esticado"), o segundo arguido.

Na tarde desta terça-feira, a juíza-presidente comunicou à procuradora da República e aos advogados das partes envolvidas no processo que, ao contrário da acusação do Ministério Público, entende que Luís Teixeira ("Max") deve continuar a ser julgado por homicídio qualificado, mas a apreciação desce para homicídio simples no que diz respeito a Diogo Azevedo ("Esticado").

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Segundo o entendimento do Tribunal Coletivo, Diogo Azevedo foi cúmplice do homicídio, com a agravante de ter sido usada uma pistola para cometer o crime, mas pelo que se apurou no julgamento, não faz sentido condená-lo por coautoria.

Os três juízes confirmaram a tese do Ministério Público, segundo a qual a motivação remota dos dois disparos fatais de "Max" contra Carlos Galiano terá sido o facto de o primeiro se convencer ter sido denunciado por Galiano, num processo em que ambos foram condenados a penas suspensas por crimes de tráfico de droga de menor gravidade.

Apesar de não considerar Diogo "Esticado" como coautor, a Instância Central Criminal de Braga considera "saber que Luís Miguel Teixeira tinha e pretendia usar uma arma de fogo contra a vítima, tendo ido logo ambos ao encontro de Carlos Galiano, no Bairro do Fujacal, para disparar e desse modo tirar-lhe a vida".

Ainda segundo os três juízes, "Diogo Azevedo, após ter sido atingido fisicamente por Carlos Galiano, chamou Luís Teixeira para ir ao seu encontro, dispondo-se a ajudá-lo em tal conduta especialmente censurável, estimulando a animosidade que já sabia existir entre Galiano e Luís, por causa do processo anteriormente julgado, relativo a tráfico de droga de menor gravidade".

Os três contendores, todos com cerca de 25 anos de idade, eram amigos, tendo jogado futebol juntos em clubes regionais, com alguns problemas de rendimento escolar, mas todos trabalhavam, inclusivamente tinham estado emigrados por curtos períodos, desentendendo-se e sendo cometido o crime de homicídio por "motivos torpes ou fúteis", segundo acusa o Ministério Público.

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