Apreensão

ASAE apreende cinco milhões em contrafação em armazéns de Barcelos

ASAE apreende cinco milhões em contrafação em armazéns de Barcelos

Armazéns em Barcelos e Vila Nova de Famalicão escondiam centenas de milhares de sapatilhas das marcas Adidas, Nike e perfumes destinados à venda através do Facebook. É uma das maiores apreensões de bens contrafeitos de que há registo na ASAE.

São cerca de cinco milhões de euros que foram confiscados em dois armazéns de Barcelos, onde uma rede guardava centenas de milhares de sapatilhas falsificadas, perfumes e roupa desportiva alusiva ao F. C. Porto, Sporting e Benfica. Na terça-feira à tarde, a megaoperação da ASAE ainda não estava fechada, mas já tinha sido detido pelo menos um arguido. A rede é suspeita de abastecer grande parte dos revendedores de contrafação que utilizam as redes sociais para fazer dinheiro.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, a operação da ASAE começou segunda-feira ao fim da tarde, quando dezenas de inspetores entraram em armazéns situados nas zonas de Negreiros e Cavalões, em Barcelos. A investigação visa uma rede que importará produtos contrafeitos da China para abastecer Portugal, mas também outros países europeus.

Nos armazéns foram encontradas centenas de caixas com sapatilhas das marcas Adidas e Nike, além de casacos desportivos dos três grandes clubes de futebol e ainda perfumes.

Em comunicado, a ASAE, que batizou a operação "Resiliência", adiantou esta quarta-feira que "para transporte da mercadoria apreendida num total de 187 mil artigos variados (têxteis, perfumes, marroquinaria, sapatilhas) para os armazéns da ASAE, tiveram de ser utilizados sete camiões TIR". Ao todo foram 4,7 milhões de euros em bens apreendidos.

A mesma autoridades explica ainda ter apreendidos 408 euros e três telemóveis. Foi ainda "efetuada a detenção de um individuo, que foi entregue ao SEF por se encontrar indocumentado em território nacional, tendo-lhe sido posteriormente aplicada pela Autoridade Judiciária a medida de coação de apresentações semanais", diz a ASAE.

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