Alentejo

ASAE desmantela rede que vendia artigos contrafeitos nas redes sociais

ASAE desmantela rede que vendia artigos contrafeitos nas redes sociais

Mais de 7300 artigos contrafeitos foram apreendidos e nove pessoas foram constituídas arguidas pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), em Sousel, no distrito de Portalegre, região do Alentejo. A operação, realizada na última sexta-feira, 20 de maio, e anunciada esta terça-feira, incluiu 16 buscas, quatro delas domiciliárias, e pretendeu proteger os direitos do consumidor e desmantelar uma rede que anunciava nas redes sociais, em direto, a venda de artigos de calçado, vestuário e acessórios com símbolos de marcas prestigiadas.

A ASAE, através da sua Unidade Operacional de Évora e com o apoio da GNR, também apreendeu "dois telemóveis, um equipamento informático, quatro "ring light" e diversos equipamentos de luminosidade e de estúdio utilizados para os diretos efetuados nas redes sociais, para a comercialização dos artigos contrafeitos, tudo num valor aproximado de 135 mil euros".

"Os suspeitos, através de páginas nas redes sociais, publicitavam e, posteriormente, remetiam para vários locais de Portugal Continental, Regiões Autónomas e também para o estrangeiro, os artigos falsificados, através de transportadoras nacionais e internacionais com recurso a meios de pagamento digitais", explica a ASAE. A rede desmantelada funcionaria há pelo menos um ano e meio e tinha milhares de clientes, em Portugal e estrangeiro. Parte deles eram emigrantes, que viam os diretos, nomeadamente no Facebook, e compravam os artigos anunciados, que depois lhes eram enviado por correio.

Estava em causa artigos com símbolos de marcas prestigiadas, como a Adidas, Louis Vuitton e Hugo Boss. A ASAE conta que foi apreendida "uma elevada quantidade de etiquetas, chapas metálicas e apliques, as quais eram utilizadas para transformação dos artigos em réplicas dos produtos comercializados por marcas de grande prestígio".

Os arguidos constituídos e sujeitos a termo de identidade e residência são indivíduos reincidentes na prática dos tipos de ilícitos criminais em investigação. Segundo apurou o JN, tinham uma organização hierárquica, eram familiares e amigos e tinham entre 20 a 60 anos.

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