Fiscalização

ASAE fecha discoteca com 200 pessoas em Vila Real

ASAE fecha discoteca com 200 pessoas em Vila Real

Uma discoteca com cerca de 200 pessoas foi encerrada pela ASAE em Vila Real, por se encontrar a funcionar ilegalmente, nomeadamente, sem uso de máscara e distanciamento social por parte dos ocupantes.

A fiscalização da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a este estabelecimento decorreu "no passado fim de semana", realizada pela unidade regional do Norte da ASAE - unidade operacional de Mirandela, em colaboração com a GNR.

Da operação resultou a suspensão de atividade do estabelecimento de restauração e bebidas "por incumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico, no quadro das medidas de prevenção de riscos de contágio decorrentes da pandemia da doença covid-19, bem como por incumprimento de requisitos gerais e específicos de higiene".

De acordo com a ASAE, "o estabelecimento estava a funcionar com espaço destinado a dança, encontrando-se cerca de 200 pessoas sem equipamento de proteção individual (máscaras) e não cumprindo as regras de distanciamento social".

"Verificou-se ainda que no estabelecimento eram confecionadas refeições e preparadas bebidas sem que fossem cumpridos os requisitos básicos de segurança alimentar, nomeadamente de higiene", acrescenta.

Os inspetores observaram ainda "a ausência de janelas e portas, teto em placas de sanduíche sem isolamento, falta de proteção contra animais e insetos, estruturas inacabadas, equipamento com ferrugem".

Segundo o relato da entidade fiscalizadora, os géneros alimentícios para as refeições servidas no local estavam acondicionados "no exterior do estabelecimento ao ar livre e sem implementação do sistema HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos)".

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Segundo a informação divulgada, "verificou-se ainda que a água utilizada na confeção e higienização dos alimentos e materiais não era, aparentemente, da rede pública, não tendo sido demonstrada evidências da potabilidade da mesma".

O representante do estabelecimento "foi notificado da referida suspensão da atividade, tendo sido advertido de que o não cumprimento imediato da ordem de suspensão ou a sua violação posterior constitui a prática de crime de desobediência", segundo a ASAE.

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