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Associação denunciada por maus-tratos a idosos em São João da Pesqueira

Associação denunciada por maus-tratos a idosos em São João da Pesqueira

O Ministério Público (MP) está a investigar a associação Pesqueiramiga, de São João da Pesqueira. Em causa estão queixas e denúncias de familiares de utentes e da Segurança Social, por alegados maus-tratos a idosos. A direção da IPSS diz que, até agora, nunca foi contactada para prestar esclarecimentos sobre as acusações.

Numa resposta à agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República confirmou "a instauração de um inquérito em investigação sem arguidos constituídos" à Pesqueiramiga.

O Instituto da Segurança Social (ISS), também à Lusa, explicou que na sequência de denúncias recebidas durante o mês de maio, o Centro Distrital de Viseu "agiu de imediato, adotando um conjunto de procedimentos junto da entidade visada, em particular no que diz respeito às questões de acompanhamento do funcionamento da estrutura residencial para pessoas idosas promovida pela instituição".

A Segurança Social disse ainda que em junho e já durante este mês de novembro "recebeu folhas de reclamação do Livro de Reclamações da Pesqueiramiga - Associação de Solidariedade Social, tendo as mesmas sido reencaminhadas para o DIAP, juntamente com os resultados das diligências desenvolvidas pelo Centro Distrital de Viseu" do ISS.

Ao JN, António Lima Costa, deputado do PSD na Assembleia da Republica e presidente da direção da IPSS, diz que a instituição nunca foi confrontada com qualquer situação concreta para responder. "Gostávamos de saber para podermos justificar", acrescenta.

"Estamos de consciência tranquila com o trabalho que temos vindo a realizar, principalmente em tempos de pandemia" sustenta.

António Lima Costa confirmou que, no período de confinamento (março, abril, maio e junho), foi implementado um sistema "espelho", em que colaboradores ficavam 15 dias seguidos fechados no lar. "Gerou desgaste emocional por parte das pessoas e em maio aconteceu uma desinteligência entre os colaboradores, que estavam ali há muitos dias sob stress".

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Na sequência desta situação, uma colaboradora fez queixa no Ministério Público contra o outro colaborador com quem se pegou. O MP está a tratar desse assunto.

Algumas situações que ocorrem são justificadas "do ponto de vista da enfermagem e medicina", esclarece. "Entendemos que há algumas questões estranhas nas denúncias cujo conteúdo não conhecemos", concluiu o dirigente.

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