Justiça

Gastou 157 mil euros com astróloga para resolver problemas financeiros

Gastou 157 mil euros com astróloga para resolver problemas financeiros

Uma "astróloga", conhecida como "Dona Divina", convenceu um empresário de Ílhavo a entregar-lhe 157 mil euros para lhe resolver problemas financeiros, mas desapareceu com o dinheiro. O caso remonta a 2000 e o julgamento, que estava marcado para o próximo mês, foi adiado.

"Dona Divina", acusada de um crime de burla qualificada, em coautoria com o seu companheiro, ambos de nacionalidade brasileira, está em paradeiro desconhecido e a juíza responsável pelo processo decidiu aguardar mais seis meses para tentar localizar os suspeitos, que já foram declarados contumazes.

As autoridades judiciárias portuguesas receberam uma informação de que os dois arguidos teriam regressado ao país de origem e estariam a residir em Brasília, mas todas as tentativas para notificá-los da acusação e da data da audiência não tiveram sucesso, de acordo com a Lusa.

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O caso remonta a maio de 2000, quando, segundo a acusação do Ministério Público (MP), o empresário da restauração de Ílhavo decidiu marcar uma consulta com uma "astróloga" de nome "Dona Divina", que prometia a resolução de problemas de saúde, amorosos e financeiros.

Na consulta, que ocorreu numa residência na travessa do Carril, em Aveiro, a astróloga, com cerca de 40 anos, que era auxiliada pelo companheiro, "jogou os búzios e referiu que alguém se tinha atravessado e que tinha de trabalhar para desfazer o mal que estava feito".

A partir desse dia, o ofendido passou a dirigir-se diariamente à residência dos arguidos na companhia da sua mulher, para a realização de consultas, entregando-lhes as quantias de dinheiro que lhe eram solicitadas.

Numa das vezes, a arguida terá dito ao ofendido que alguma das suas filhas ia ter um acidente de morte e que iriam ser necessários seis mil euros para destruir as pessoas que se atravessavam na vida.

No dia 16 de junho, o empresário deslocou-se, novamente, à residência dos alegados burlões, mas estes já tinham desaparecido para parte incerta. De acordo com a investigação, o ofendido terá ficado sem 157 mil euros.

Em 2001, os suspeitos terão utilizado o mesmo artifício para levar ao engano uma senhora em Beja, usando outras identidades, e cerca de um ano mais tarde, a arguida efetuou uma transação numa casa de penhores em Faro, no Algarve.

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