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Ataque informático à Coindu causou prejuízo de dois milhões

Ataque informático à Coindu causou prejuízo de dois milhões

Empresa começa a regressar à normalidade. Com a produção parada em Famalicão e Arcos de Valdevez, 2500 trabalhadores ficaram em casa.

Ronda os dois milhões de euros o prejuízo causado pelo ataque informático de "ransomware" que paralisou por completo a multinacional Coindu durante quase três dias. A empresa de estofos para automóveis ficou paralisada pela ação dos piratas, que afetou as fábricas de Joane e Mogege, em Famalicão, de Arcos de Valdevez e as unidades da Roménia e do México. A empresa teve de mandar para casa 2500 trabalhadores em Portugal e cinco mil pessoas foram desligadas das redes do grupo, silenciando telemóveis e desligando computadores.

"Houve um ataque informático, os dados foram encriptados e deixamos de ter acesso aos nossos dados", explicou António Cândido Pinto, presidente do Conselho de Administração da Coindu. Ao que tudo indica, o vírus que esteve na base do ataque entrou na rede e nos servidores através da rede informática da unidade mexicana, espalhando-se depois por todo o grupo. Os prejuízos só não foram maiores porque, segundo António Cândido, através do sistema de supervisão da empresa, foi possível, "nos primeiros momentos após o ataque, desligar tudo". "Na prática, desligamos cinco mil pessoas do grupo", explicou ao JN.

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