Operação Éter

Autarcas e técnicos municipais no Tâmega Sousa ouvidos na investigação

Autarcas e técnicos municipais no Tâmega Sousa ouvidos na investigação

Vários membros dos executivos e técnicos das autarquias do Tâmega e Sousa foram ouvidos no inquérito que investiga a instalação de lojas do Turismo do Porto e Norte de Portugal, disseram fontes dos municípios.

A maioria das 10 autarquias daquele território contactadas pela Lusa refere que foram ouvidos técnicos e em quatro casos (Penafiel, Lousada, Celorico de Basto e Castelo de Paiva) que também foram auscultados membros dos executivos.

O Ministério Público (MP) decidiu separar os processos na Operação Éter, continuando a investigar num inquérito autónomo os factos relacionados com as lojas interativas da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP).

No caso de Amarante, refere-se, "foi consultado, há vários meses, o processo da loja de turismo e ouvido um responsável técnico do município", assinalando-se que, "até à presente data, ninguém foi constituído arguido".

Em Baião, foram ouvidos dois técnicos dos municípios, mas ninguém foi constituído arguido, "de acordo com a informação que a autarquia recolheu ao dia de hoje".

A Câmara de Castelo de Paiva refere, por seu turno, que "foi ouvida e colaborou no âmbito deste inquérito judicial", assinalando-se que "a autarquia se reserva no direito de não prestar declarações, considerando não dever pronunciar-se sobre o assunto, que está em fase de segredo de justiça".

De Celorico de Basto surge a informação que "técnicos e políticos da área do turismo foram ouvidos no âmbito da investigação, tal como aconteceu com todos os municípios do Norte", acrescentando-se que "ninguém foi constituído arguido".

O município de Felgueiras informou que ninguém foi constituído arguido e que desconhece se algum técnico foi ouvido no âmbito deste inquérito.

Fonte da Câmara de Lousada esclareceu, por seu lado, que "foram ouvidos técnicos e a ex-vereadora do pelouro do turismo".

"Presentemente, nenhum membro do executivo municipal ou técnico municipal estão constituídos arguidos, no âmbito da referida investigação", acrescentou a autarquia de Lousada.

Já de Paredes, "foi ouvida na PJ uma técnica, mas não está constituída arguida", segundo fonte da autarquia local.

Por último, a Câmara de Penafiel indicou à Lusa que "prestou todos os esclarecimentos solicitados, tendo sido ouvidos dois autarcas, em funções à época, e um técnico".

"A autarquia colabora sempre, de forma transparente, com a justiça e vai aguardar serenamente o desenrolar do processo, que se encontra ainda em segredo de justiça", lê-se num esclarecimento do município de Penafiel enviado à Lusa.

No âmbito da Operação Éter, o Ministério Público deduziu, a 25 de outubro, acusação contra 29 arguidos (21 pessoas individuais e oito entidades coletivas), incluindo o ex-presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, que se encontra em prisão preventiva desde 18 de outubro de 2018.

Além de Melchior Moreira, foram então detidos pela PJ por alegada viciação de procedimentos de contratação pública, Isabel Castro, diretora operacional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Gabriela Escobar, jurista daquela entidade, Manuela Couto, administradora da W Global Communication (antiga Mediana) e José Agostinho, da firma Tomi World, de Viseu.

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