Investigação

Buscas na Douro Azul por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento

Buscas na Douro Azul por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento

Várias instalações de empresas de Mário Ferreira, proprietário da Douro Azul, estão, esta quarta-feira, a ser alvo de buscas por parte da Autoridade Tributária e do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Em causa estão crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. A empresa já confirmou as buscas e afirmou esperar que se possa "repor a verdade e as autoridades possam vir trazer ao de cima toda a informação que seja necessária, para que o grupo empresarial Mário Ferreira seja visto com os olhos com que merece".

Em causa está o negócio do navio Atlântida, comprado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 2014 por uma das empresas do grupo e mais tarde vendido para a Noruega. Esta compra já tinha motivado buscas em abril de 2016.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, as autoridades estão a recolher documentos e elementos de prova na cidade do Porto, onde está situada a sede da empresa Douro Azul, mas também no Funchal, na Madeira e ainda em Malta.

Ainda pelo que foi possível apurar, as autoridades não preveem realizar detenções.

No total as autoridades estão a realizar oito buscas em sociedades, entre as quais sociedades de advogados.

"Nas buscas, que decorrem em Portugal - mais concretamente no Funchal e no Porto - e em Malta, participam dois magistrados judiciais, cinco magistrados do Ministério Público, 19 inspetores e peritos forenses da DSIFAE e 12 elementos da Unidade de Ação Fiscal da GNR", explica o DCIAP, que precisa que "as diligências visam a recolha de prova relacionada com a alienação de um ferry a uma sociedade com sede em Malta".

Nuno Biazarro, o advogado da empresa, disse esperar que "toda a informação que seja pedida e procurada seja realmente entregue e descoberta, que a verdade seja resposta e que o bom nome de Mário Ferreira e do seu grupo empresarial seja colocado nos níveis que tinha até hoje".

PUB

"Estamos dispostos para ajudar no que for necessário, como já estivemos no passado e, sobretudo, para que se possa repor a verdade e as autoridades possam vir trazer ao de cima toda a informação que seja necessária, para que o grupo empresarial Mário Ferreira seja visto com os olhos com que merece", referiu o advogado.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG