Inquérito

Benfica assume fraude fiscal no processo do "saco azul"

Benfica assume fraude fiscal no processo do "saco azul"

O Benfica requereu recentemente ao Ministério Público (MP) o arquivamento ou a suspensão provisória do processo do "saco azul", em que se suspeita que os encarnados transferiram para três empresas de informática, a título de supostas prestações de serviços, cerca de 2,2 milhões de euros que depois regressariam à órbita da respetiva SAD, para pagar despesas não documentadas. Ao admitir a suspensão provisória do processo, o Benfica assume a prática de fraude fiscal.

O pedido formulado pelo Benfica fez as manchetes do "Diário de Notícias" e do jornal desportivo a "A Bola", nesta terça-feira, 13 de setembro. Esta é a data em que o inquérito, iniciado em 2017, devia ter sido encerrado pelo MP do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, mas, como noticiou também hoje a "Visão", o procurador titular do caso pediu mais dois meses para o efeito, o que lhe foi concedido pela sua hierarquia.

Perante as conclusões do relatório da investigação elaborado pela Policia Judiciária, a equipa de advogados do Benfica - constituída por Rui Patrício, João Medeiros e Paulo Saragoça da Matta - admite, quando muito, a prática de crimes fiscais.

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"Apesar da aturada, exaustiva e longa investigação dos factos, nada mais se apurou e nada mais se imputa senão uma (alegada) fraude fiscal", lê-se no documento do Benfica, citado pelo Diário de Notícias", que foi enviado ao Ministério Público.

Na leitura que os advogados do Benfica fazem da investigação, e que o MP se fez coadjuvar pela PJ e pela Autoridade Tributária, não foram recolhidas provas de que o Benfica tenha utilizado o dinheiro do chamado saco azul para cometer outros crimes. A suspeita que desde sempre pairou sobre o Benfica neste caso era a de que o clube o tinha feito na prática de corrupção desportiva.

São arguidos no processo as sociedades Benfica Estádio, Benfica SAD, o ex-presidente Luís Filipe Vieira, o administrador Domingos Soares Oliveira e ex-diretor financeiro Miguel Moreira.

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