Lisboa

Burlavam a partir da cadeia e causaram mais de 400 mil euros de prejuízo

Burlavam a partir da cadeia e causaram mais de 400 mil euros de prejuízo

A PSP deteve três mulheres, com idades entre os 24 e os 38 anos, que recolhiam e vendiam artigos comprados por familiares detidos. A partir da prisão os reclusos faziam passar-se por engenheiros ou administradores de empresas e adquiriam os bens, que não pagavam. Prejuízo ascende a mais 400 mil euros.

A PSP refere que a investigação teve como objetivo terminar com a prática de burlas qualificadas, praticadas por quatro reclusos, que se encontram a cumprir pena por burla. Os presos tinham colaboradores no exterior, normalmente familiares, onde se incluem as três detidas, sendo estes os responsáveis por receber, guardar e vender os artigos adquiridos de forma ilícita.

"De forma a conseguir ganhar credibilidade e confiança junto dos empresários, os suspeitos (reclusos) quando faziam os contactos (email ou telefone), intitulavam-se como engenheiros ou administradores de conceituadas empresas nacionais", refere a PSP.

Os detidos falsificavam os documentos de transferências bancárias levando a acreditar que já tinham executado o pagamento.

"Antes que os lesados recuassem na concretização do negócio, os suspeitos contactavam com empresas transportadoras ou táxis para a recolha dos materiais encomendados no mais curto espaço de tempo possível. Com esta prática adquiriram artigos como televisores, computadores, telemóveis bicicletas, ferramentas de bricolagem, geradores, máquinas de lavar e secar, produtos alimentares, máscaras, álcool gel, entre outros", revelou a Polícia.

A investigação permitiu identificar dezenas de burlas cometidas pelos reclusos e pelas ora detidas em todo o país, causando um prejuízo superior a 400 mil euros e a PSP acredita que existem mais lesados, pelo que irá prosseguir com a investigação.

No decurso da operação foram realizadas buscas domiciliárias nas residências das mulheres e às celas dos quatro reclusos, levando à apreensão de vários artigos adquiridos pelo grupo.

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Da lista constam, entre outros objetos, 49 perfumes, 24 telemóveis, 23 televisores, 19 eletrodomésticos, 17 colunas de som, nove computadores portáteis, seis bicicletas três carros, quatro tablets, três aparelhos de ar condicionado, caixas de vinho, máscaras descartáveis, dois Overboards, um gerador a diesel e várias ferramentas de bricolage.

As detidas foram ouvidas no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, sendo-lhes aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

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