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Buscas no Ministério das Finanças não foram no gabinete de Mário Centeno

Buscas no Ministério das Finanças não foram no gabinete de Mário Centeno

A Procuradoria-Geral da República esclareceu, este sábado à tarde, que foram realizadas buscas no Ministério das Finanças, mas não, em particular, no gabinete de Mário Centeno.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou, este sábado, as buscas, realizadas na sexta-feira, "para recolha documental", num inquérito que "não tem arguidos constituídos e está em segredo de justiça".

"Esclarece-se, igualmente, que as buscas foram no Ministério das Finanças, não no gabinete de trabalho do Ministro", escreveu, ao JN, a porta-voz da Procuradoria, Sandra Duarte, depois de indicar que a realização daquela diligência decorreu no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, que "não tem arguidos constituídos e está em segredo de justiça".

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O JN perguntara à PGR se confirmava a informação, avançada esta tarde por vários órgãos de comunicação social, de que as buscas foram ordenadas com vista a esclarecer se o ministro Mário Centeno teve intervenção num processo de atribuição de isenção de IMI a um prédio, em Lisboa, que fora reabilitado por uma empresa administrada por dois filhos do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

No entanto, e apesar das notícias naquele sentido, a Procuradoria recusou-se a esclarecer, ainda que genericamente, o objeto do inquérito que eu origem às buscas.

A 9 de janeiro, o JN noticiou que o Ministério Público (MP) estava a averiguar se a "cunha" metida pelo ministro das Finanças contribuiu de alguma forma para a isenção de IMI dada pela Câmara de Lisboa a Tiago Vieira, filho do presidente do clube da Luz.

Segundo tinha sido noticiado em setembro de 2017, um email do filho do presidente do Benfica, Tiago Vieira, para o pai, Luís Filipe Vieira, levantou a suspeita de que o ministério das Finanças poderia ter influenciado a isenção de IMI num empreendimento da Realitatis - Investimentos Imobiliários S.A - que tem a filha do líder encarnado como presidente.

"Pai, Já cá canta!!!!! Sem o teu empurrão não íamos lá. Beijo grande", lê-se no email enviado por Tiago a Luís Filipe Vieira, segundo a "Sábado", dias depois de trocas de correspondência entre a Realitatis e a Câmara Municipal de Lisboa, a quem compete o processo de isenção de IMI, que só é válido após aprovação pelo Fisco.

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