Tentativa de homicídio

Cadeia para alemão que deixou jovem algemada no Gerês

Cadeia para alemão que deixou jovem algemada no Gerês

Gerhard Branz condenado a sete anos e dois meses por tentativa de homicídio e sequestro de compatriota.

O alemão Gerhard Eugen Branz, de 56 anos, foi condenado a sete anos e três meses de prisão por ter tentado matar uma jovem compatriota, de quem queria "livrar-se", após terem mantido relações sexuais. Abandonou-a para morrer ao frio, presa a uma árvore com algemas e amordaçada, em pleno inverno, na Serra do Gerês, sujeita a ser devorada por lobos, como destacou o juiz-presidente do Tribunal Criminal de Braga, ontem, na leitura do acórdão.

O arguido, que é electricista, mas fazia-se passar por terapeuta, veio da Alemanha para Portugal, com a mulher, então com 29 anos e sofrendo de deficiências cognitivas, convencendo-a de que a iria tratar. Acabaram ambos no Gerês, onde se aproveitou dela sexualmente repetidas vezes, até se fartar. A 15 de fevereiro de 2019 levou-a até à serra para um último tratamento e abandonou-a manietada, vendada e amordaçada.

A jovem só não morreu por razões alheias à vontade do cadastrado, que foi detido no seu país, pela Secção Regional de Combate a Terrorismo e Banditismo, da Polícia Judiciária do Norte, depois de uma aturada investigação.

Na quarta-feira, os juízes consideraram-no culpado e aplicaram-lhe seis anos por tentativa de homicídio e três por sequestro, tendo do cúmulo resultado sete anos e três meses de prisão efetiva. Terá ainda de pagar dez mil euros à vitima pelos danos físicos e psíquicos causados. Ao contrário da acusação do Ministério Público, no entanto, não foi considerado provado o crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência. Os juízes entenderam que a jovem consentiu sempre nas relações.

"Desumanidade" e "indiferença"

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O juiz-presidente, Marco Martins, destacou a "profunda desumanidade" do arguido, bem como a "energia criminosa", mas o que mais chocou os juízes foram a "absoluta indiferença e total insensibilidade" para com a vítima.

Vítima era "obstáculo" para cadastrado

O Tribunal concluiu que o arguido "fartou-se" da vítima, depois de praticar vários atos sexuais, passando ela depois a ser "um obstáculo" para, pois queria seguir viagem sozinho.

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