O Jogo ao Vivo

Prisões

Cadeias separam recreios para evitar contágio entre reclusos

Cadeias separam recreios para evitar contágio entre reclusos

Os reclusos que entram ou regressam aos estabelecimentos prisionais estão a cumprir recreios separados em função do tempo de isolamento para não comprometerem a vigilância clínica.

No Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), os reclusos recém-ingressados e em quarentena são divididos em quatro grupos para evitar contágios.

Apesar de aplaudir a criação de uma ala com celas individuais para a quarentena, a Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) alertou ontem que os cerca de 50 reclusos em isolamento profilático no EPL estavam a ser levados em conjunto para o pátio, independentemente do tempo de isolamento já cumprido.

Em comunicado, o secretário-geral da APAR, Vítor Ilharco, denunciou a "falta de bom senso" da cadeia ao juntar todos os reclusos no pátio "tanto os que estão há catorze dias como os que entraram nesse dia". Seria, na sua opinião, uma "quarentena à moda das prisões".

Ao JN, fonte da Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) negou que a vigilância clínica esteja a ser comprometida pelos recreios em comum. Segundo a DGRSP, os reclusos entrados no EP de Lisboa estão a ser divididos em quatro grupos diferentes para evitar contágios.

"Os períodos de recreio dos entrados estão repartidos por dois horários distintos e contemplam quatro grupos de reclusos, organizados em função do respetivo tempo de isolamento. Em cada período de recreio estão, em pátios separados e sob vigilância da guarda prisional, dois grupos, procurando assim promover-se a evitação social", explica a DGRSP.

Recorde-se que as saídas de curta duração, concedidas pelos diretores dos estabelecimentos prisionais, estão suspensas, restando apenas as saídas jurisdicionais, dependentes do Tribunal de Execução de Penas.

Nenhum caso positivo

Segundo fonte oficial da DGRSP, até à tarde de ontem não havia registo de qualquer caso positivo de Covid-19 no sistema prisional e tutelar educativo. O organismo aproveitou por isso para "publicamente registar e relevar o entendimento cooperante e cívico que a generalidade dos trabalhadores, reclusos, jovens internados em centros educativos e respetivos familiares e amigos têm revelado para com os constrangimentos resultantes desta situação de emergência".

Outras Notícias