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Camionista português preso na Grécia pode ser libertado sob caução

Camionista português preso na Grécia pode ser libertado sob caução

Luís Marques, o camionista que foi preso na Grécia por transportar imigrantes ilegais, no dia 10 de janeiro deste ano, poderá ser libertado mediante a prestação de uma caução. Pelo menos, foi esta a proposta que o Ministério Público grego apresentou ao tribunal local, confirmou o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa reunião com a família e o advogado português de Luís Marques, que ocorreu esta semana.

Em nota publicada no site da presidência, Marcelo Rebelo de Sousa adianta que recebeu "informação" da Embaixada Portuguesa em Atenas, na Grécia, "dando conta que o Ministério Público Grego, ao pronunciar-se sobre o recurso relativo à prisão preventiva de Luís Marques, afirmou que o detido poderá ser libertado mediante pagamento de caução, ficando a aguardar julgamento em liberdade".

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De acordo com Lúcia Moura, mulher do motorista, o valor da caução ainda é desconhecido e o tribunal terá 15 dias para tomar uma decisão. "O Estado português não vai pagar nada, mas se a caução for muito elevada, o presidente da República diz que poderá ajudar a pedir a redução do valor", afirma a mulher, ao JN, revelando ter ficado "mais calma" com este desenvolvimento do processo.

Independentemente da proposta do Ministério Público da Grécia, Lúcia Moura está convencida de que as imagens de videovigilância que a defesa entregou ao tribunal, esta semana, vão ilibar o marido. "Não têm provas para o condenar", insiste, revelando que Luís Marques começará a ter acompanhamento psicológico. "Tem pesadelos todas as noites. Está muito desesperado", descreve.

Natural de Celorico de Basto, o motorista saiu de Portugal, a 3 de janeiro, para descarregar uma carga de garrafas de gás na Grécia, a pedido da empresa de Cabeceiras de Basto que é proprietária do camião. Acabaria por chegar àquele país no dia 6 do mesmo mês, depois de uma viagem de "ferryboat" a partir de Itália. Entregou a encomenda ao cliente e voltou a fazer uma nova carga do camião, desta vez de peúgas, em Atenas.

Na tarde de dia 10 de janeiro, um domingo, três imigrantes ilegais do Afeganistão e um do Irão foram descobertos pelas autoridades gregas, dentro do camião, quando este camião já estava na fila para o barco, no porto de Patras, que o levaria até Itália, onde teria de descarregar, antes do regresso a Portugal.

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