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Candidatos a refugiados desesperam em T1 com sete pessoas

Candidatos a refugiados desesperam em T1 com sete pessoas

No final do ano passado, um cidadão afegão, de 45 anos, esfaqueou até à morte um nigeriano, de 29 anos. Os dois falavam diferentes línguas, tinham hábitos culturais distintos e discutiram sem razão aparente, num apartamento em Arroios, em Lisboa, que partilhavam desde que, meses antes, requereram a Portugal asilo e concessão de estatuto de refugiados.

O homicida está em prisão preventiva. Mas no mesmo prédio de três andares, onde um T1 é casa para sete pessoas, continuam a viver 40 homens e mulheres vindos de países como a Gâmbia ou a Guiné-Bissau.

A maioria espera há mais de ano e meio pela conclusão do processo de atribuição de proteção internacional e tem a vida em suspenso. Com um apoio social de 150 euros mensais, desempregado e praticamente sem acompanhamento de quem quer que seja, cada candidato a refugiado sobrevive num limbo multiétnico. E teme pelo que lhe possa acontecer, mesmo estando sob a proteção do Estado.

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