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Capelão da Marinha reconhece que se dirigiu de "forma incorreta" a Gouveia e Melo

Capelão da Marinha reconhece que se dirigiu de "forma incorreta" a Gouveia e Melo

Licínio Luís, o capelão da Marinha exonerado na terça-feira na sequência de uma publicação no Facebook em que defendia os dois fuzileiros envolvidos na rixa que provocou a morte do agente da PSP Fábio Guerra, reconheceu que errou ao dirigir-se "de forma incorreta, inapropriada, interpretativa e pública" a Gouveia e Melo.

A polémica estalou quando o capelão, dirigindo-se ao Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), desculpabilizou a ação dos jovens envolvidos na morte do agente, com base no facto de estarem sob efeito de álcool. "O senhor Almirante nunca foi para a noite? Nunca bebeu uns copos?", tinha questionado.

"O senhor Almirante que aguarde pela justiça. Julgar sem saber, não corre nada bem", escreveu Licínio Luís, reagindo às declarações do CEMA, quando considerou que os acontecimentos do último sábado já tinham manchado as fardas da Marinha, independentemente do que viesse a ser apurado, e apelidou de "covarde" quem pontapeia "um ser caído no chão".

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"Os jovens estavam a divertir-se e foram provocados. Os nossos jovens têm direito a serem respeitados. Os jovens da PSP estavam no mesmo âmbito e alcoolicamente tão bem dispostos como os nossos. Juízo com os nossos julgamentos", afirmou Licínio Luís, numa publicação feita na sua página pessoal do Facebook, que foi entretanto apagada.

A posição e crítica públicas levaram a uma reunião entre Gouveia e Melo e Licínio Luís, onde o capelão terá pedido desculpa ao Chefe da Armada, acabando por ser, mesmo assim, exonerado. No entanto, fonte oficial da Marinha garantiu ao JN que esta posição do CEMA estará a ser avaliada e não é de excluir a hipótese de o capelão voltar ao cargo.

Após a reunião, Licínio Luís escreveu um novo texto na rede social, citado pelo jornal "Expresso", afirmando ser muito importante reconhecer perante a Marinha que errou ao dirigir-se "de forma incorreta, inapropriada, interpretativa e pública ao almirante CEMA".

O capelão reconheceu, agora, que o Almirante Gouveia e Melo "tomou a única posição possível e ética ao traçar para toda a Marinha uma linha vermelha de comportamento" e que "sempre foi um adepto dos fuzileiros".

Licínio Luís concluiu, segundo o jornal, que "é tempo da Justiça e do direito à defesa dos arguidos, mas também é tempo de verdade e de redenção".

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