O Jogo ao Vivo

Baião

Casamento de três meses ficou marcado por violência doméstica. Suspeito fica com pulseira eletrónica

Casamento de três meses ficou marcado por violência doméstica. Suspeito fica com pulseira eletrónica

Caso de violência doméstica envolveu ameaças com caçadeira, acesso indevido a redes sociais e divulgação de informação confidencial.

O namoro de dois meses correu bem, mas o casamento não aguentou três meses devido a episódios de violência doméstica. Já após a separação do casal de Baião, o caso envolveu perseguições, agressões, ameaças com caçadeira e até divulgação de informação confidencial e acesso indevido a redes sociais para conhecer conversas privadas da ex-companheira.

O desempregado, de 24 anos, que também é voluntário numa corporação de bombeiros na região do Tâmega, começou a namorar com uma funcionária pública, dez anos mais velha, no início deste ano e, dois meses depois, deu-se o casamento. Foi nesta altura que a relação começou a ser marcada pela violência, o que levou a que a mulher, em maio, colocasse um ponto final no matrimónio.

Contudo, o desempregado não aceitou o fim da relação. Movido por ciúmes, começou a perseguir a ex-esposa. Também se deslocou várias vezes à sua casa para a insultar e ameaçar. Numa dessas vezes, terá agredido a antiga sogra e o tio da ex-mulher, que intervieram em favor da familiar.

A vítima, que já tinha chamado a Guarda quando um desconhecido efetuou um disparo contra a residência, apresentou queixa e o caso passou para o Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR de Penafiel. Na mesma ocasião, o agressor também se queixou de ter sido ameaçado com uma caçadeira pela ex-sogra na última vez que tinha estado junto à residência da antiga companheira.

"Invadiu" rede social

A busca realizada pelo NIAVE à habitação da família não permitiu encontrar qualquer arma.

No entanto, o bombeiro acedeu, sem autorização, a uma rede social da ex-mulher, copiou uma conversa em que uma fonte ligada ao processo a informava que estava a ser investigado o uso de uma caçadeira e, admitindo o crime de acesso indevido, entregou-a à GNR. Confrontada com a cópia, a vítima confessou que tinha escondido duas caçadeiras num monte perto de sua casa.

Mais casos

Em Vila Real, um homem com cerca de 30 anos foi detido, igualmente, por violência doméstica, na sequência de uma investigação de dois meses a cargo da PSP. Devido às agressões sofridas, a vítima temeu pela própria vida e fugiu de casa. Beneficiou ainda do sistema de teleassistência para se proteger do agressor. Este saberá hoje, após ser interrogado pelo juiz, qual a medida de coação aplicada.

Em Sintra foi uma mulher, de 46 anos, a ser detida por violência doméstica. Segundo a PSP, esta residia na habitação da mãe, a quem pedia constantemente dinheiro para os seus gastos pessoais.

Quando a progenitora recusava o pedido, era insultada e ameaçada de morte. Numa das situações a agressora foi mais longe e provocou a queda da mãe, descrita como "pessoa de idade avançada e especialmente vulnerável".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG