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Investigação Maddie

Caso Joana pode reabrir apesar de condenação

Caso Joana pode reabrir apesar de condenação

Brueckner, suspeito de matar Maddie, estava na zona quando a menina desapareceu na aldeia de Figueira, Portimão, e meses depois violou turista.

As autoridades alemãs ainda não imputaram formalmente a Christian Brueckner qualquer acusação relacionada com o desaparecimento de Madeleine McCann, em 2007, mas estão convencidas de que foi ele o responsável e de que a menina está morta, apesar de não terem provas concretas. Num último esforço, renovam os apelos a testemunhos das movimentações do alemão e a denúncias de mais desaparecimentos suspeitos.

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Aos casos de Inga Gehricke, de cinco anos, desaparecida numa floresta na Alemanha em 2015, e de René Hasse, de 6 anos, que desapareceu em 1996, numa praia de Aljezur, ambos com o alemão por perto, junta-se agora o de Joana, de 8 anos, a menina desaparecida da aldeia de Figueira, em Portimão. Face ao novo suspeito, o padrasto quer que as autoridades voltem ao caso, apesar de a mãe da menina e o tio já terem sido condenados pela sua morte.

Joana desapareceu em setembro de 2004 da aldeia de Figueira, Portimão, que fica no círculo de cerca de 15 quilómetros que incluiu ainda a praia da Luz e as residências onde Brueckner foi referenciado no período em que viveu em Portugal, entre 1995 e 2007, e nas frequentes estadias posteriores no país. Meses depois, em 2005, Brueckner violou uma turista, processo pelo qual, juntamente com outro de tráfico de drogas, está preso na Alemanha.

A mãe, Leonor Cipriano, sempre negou o crime, mas acabaria por ser condenada e a pena fixada em 2006 no Supremo Tribunal de Justiça em 16 anos e oito meses de cadeia, tal como o tio da criança, João Cipriano. Foi libertada em fevereiro do ano passado.

"Graves dúvidas"

Mas bastará que surjam novas provas, que "suscitem graves dúvidas sobre a justiça da condenação", para o processo ser reaberto. Esta é, pelo menos, uma das condições previstas no Código de Processo Penal para que seja pedida a revisão da sentença, mesmo depois de transitada em julgado e com a pena já cumprida.

À imprensa inglesa, Leandro Silva, o padrasto de Joana, diz que o desaparecimento da menina é um "caso por resolver", porque "o seu corpo nunca foi encontrado e tem a certeza de que "Leonor nunca magoaria a Joana".

Para já, os apelos das polícias alemã e inglesa não terão trazido resultados decisivos, apesar das centenas de respostas do público.

Protegido de ataques

Christian Brueckner foi colocado em isolamento, na prisão de Kiel, na Alemanha, onde cumpre pena sujeito a medidas especiais de segurança "para sua própria proteção" e para evitar que seja alvo de "ataques" por outros presos. A medida foi revelada ontem pelas autoridades alemãs e confirmada pelo advogado do novo suspeito. Brueckner tem ainda pendente uma condenação a sete anos de cadeia por violar uma turista de 72 anos, na praia da Luz, no Algarve, em 2005.

MP faz levantamento

A Procuradoria da República da Comarca de Faro anunciou, anteontem, que está a fazer um "levantamento" de processos envolvendo o alemão. "Com os elementos disponíveis até ao momento", foi apurado que o suspeito foi condenado por desobediência e furto, noutro processo, e que há cinco pedidos de cooperação judiciária internacional em seu nome, quatro dos quais "respeitam ao processo em que se investiga o desaparecimento de Madeleine McCann", refere a Procuradoria.

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