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Chefes da Guarda Prisional contra "despejo" de verbas em CCTV

Chefes da Guarda Prisional contra "despejo" de verbas em CCTV

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) criticou a aposta em sistemas de videovigilância (CCTV) pedindo mais investimento em recursos humanos.

Segundo a associação, as recentes "notícias indesejáveis" de fugas ou tentativas de fugas e do arremesso de objetos ilícitos não são surpresa e devem-se às opções políticas adotadas nos últimos anos.

Em comunicado, a ASCCGP acusa os sucessivos Governos de, na última década, despejarem verbas em sistemas de CCTV contribuindo para que fenómenos como as tentativas de fuga e o arremesso de telemóveis e estupefacientes "ocorram e aumentem na sua quantidade".

A associação explica que o CCTV "resume-se a um meio complementar de segurança que visa de forma perversa, a posterior atribuição de responsabilidade".

"O CCTV não reage, não intervém, não atua, não estagna nem termina atos desta natureza. E a partir desse momento, o 'sistema prisional' limita-se a reagir! E reage através do Corpo da Guarda Prisional", lê-se no comunicado enviado às redações. O pior é que, denuncia a ASCCGP, este corpo está "perigosamente insuficiente, envelhecido, desgastado, mal-tratado, desacreditado e indesejavelmente, a diversos níveis, desmotivado".

A associação pede para não colocarem o Corpo da Guarda Prisional "em situações sensíveis e críticas" pois, para tal, "basta o quotidiano laboral". Assim, a ASCCGP pede à tutela uma maior aposta nos recursos humanos, pois é assim "que se impedem ou se diminuem estes acontecimentos".

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