Cadeias

Chefes dos guardas prisionais avançam para greve

Chefes dos guardas prisionais avançam para greve

Os chefes dos guardas prisionais vão estar de greve nos próximos dias 18 e 21. Este protesto é justificado pelas "declarações vagas, inócuas e inconsequentes" da ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, e irá parar a estrutura de comando nas cadeias portuguesas.

O presidente da Associação Sindical das Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP), Hermínio Barradas, explica, ao JN, que a greve não terá lugar nos dias 19 e 20 de novembro, porque "se trata de um fim-de-semana" e, "devido à falta de efetivo, não há chefes a trabalhar neste período". "Ao fim-de-semana, os lugares de chefia são ocupados por guardas", revela o dirigente sindical.

A falta de efetivo é apenas uma das razões que justificam a greve anunciada nesta quinta-feira. As outras passam pelas várias tentativas de fuga recentemente registadas nalguns estabelecimentos prisionais, pelas agressões crescentes entre reclusos e destes a elementos do Corpo da Guarda Prisional.

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Indícios, sustenta a ASCCGP, da falta de segurança no sistema prisional. Aliás, para o sindicato, a "inédita falta de efetivo", torna a vivência diária nas prisões "arriscada".

"Péssimas condições de trabalho"

A ASCCGP destaca, igualmente, as "péssimas condições de trabalho" dentro das cadeias, onde os guardas e chefes, alega o sindicato, auferem baixos vencimentos, confrontam-se com inexistentes perspetivas de progressão na carreira e enfrentam um crescente estigma social. Aspetos negativos que, salienta a ASCCGP, levou a que, nos últimos concursos para admissão de guardas, tenha havido menos candidatos que vagas disponíveis.

Apesar dos problemas identificados, a ASCCGP garante que pouco ou nada tem sido solucionado pelo Ministério da Justiça. A associação sindical liderada por Hermínio Barradas lamenta "a inércia, a apatia e a desconsideração" do Governo e defende que "nada de tangível é feito".

A greve dos chefes irá coincidir com a greve às diligências não urgentes que está em curso. Tal como o JN avançou nesta quinta-feira, este protesto obrigou ao adiamento de centenas de julgamentos de norte a sul do país.

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