Desaparecimento

Christian Bruckener está a ser investigado há três anos no caso Maddie

Christian Bruckener está a ser investigado há três anos no caso Maddie

É o principal - e único - suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann. Mas, até agora, as autoridades alemãs, que dão como certa a linha de investigação que aponta para o pedófilo a cumprir pena de prisão na Alemanha, não conseguiram reunir provas que sustentem uma acusação. Na cadeia, Christian Bruckener, de 43 anos, mantém o silêncio sobre Maddie

Apesar dos apelos públicos das polícias alemã e britânica para mais informações e testemunhas, não são conhecidos avanços na investigação. E à Polícia Judiciária (PJ) não chegaram, nos últimos dias, pedidos de novas diligências, como buscas em locais frequentados por Bruckener, segundo apurou o JN.

Entretanto, o procurador alemão encarregue do caso, Hans Christian Wolter, já confirmou que não há indícios suficientes para que o suspeito possa ser julgado e condenado. Nem sequer de que Madeleine esteja morta, como tinha afirmado anteriormente.

Desde que foi identificado como suspeito que as autoridades alemãs e inglesas têm solicitado várias diligências à PJ, sobretudo em Lagos, concelho onde o homem morava quando a menina desapareceu de um aldeamento da praia da Luz, em maio de 2007.

O Ministério Público (MP) português confirmou que as diligências têm sido feitas num quadro de cooperação internacional. Entre elas estão inquirições a pessoas que contactaram com Bruckener nos períodos em que viveu no Algarve, a identificação dos veículos que utilizava e as casas onde morou, em Lagos. Junto a uma das casas há poços e uma sucata, que foram igualmente referenciados pela equipa de inspetores da Judiciária. Toda a informação

recolhida já foi partilhada com as autoridades alemãs e britânicas.

Christian Bruckener começou a ser encarado como suspeito quando, num bar na Alemanha, via um documentário sobre os dez anos do desaparecimento de Madeleine, e mostrou a um amigo um vídeo a violar uma idosa na praia da Luz, em 2005, e disse saber o que tinha acontecido à menina. A denúncia levou a polícia alemã a pedir ajuda à PJ, que ainda tinha guardado o perfil de ADN recolhido em vestígios no caso da violação da idosa. Foi isso que levou à detenção, em 2015, em Milão, e à condenação.

Bruckener viveu no Algarve entre 1995 e 2007 e viajou entre Portugal e a Alemanha várias vezes. O telemóvel que usava foi acionado na praia da Luz na noite de 3 de maio.

A polícia alemã pensa que pode estar envolvido em desaparecimentos nunca resolvidos: René, em 1996, em Aljezur, e Inga, em 2015, numa floresta alemã. Ambos tinham 6 anos.

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