Esclarecimento

Contactos identificados por clientes são da Vodafone e nada têm a ver com o ciberataque

Contactos identificados por clientes são da Vodafone e nada têm a ver com o ciberataque

Vários clientes da Vodafone, operadora de telecomunicações que foi alvo de um ciberataque na passada segunda-feira à noite, estão a queixar-se do aparecimento de contactos desconhecidos nas suas listas telefónicas. No entanto, a empresa já explicou que os números, associados a campanhas de marketing, não estão associados ao ataque e não são perigosos.

Nas redes sociais, há reclamações de que as listas telefónicas foram afetadas pelo crime informático com o aparecimento de novos contactos telefónicos, guardados com o nome "Vodafone".

A operadora esclareceu entretanto que os números "pertencem todos à Vodafone" e estão associados a uma "funcionalidade da APP My Vodafone, já existente, que permite ao cliente identificar a origem do número chamador associado a campanhas de marketing". A empresa garante, assim, que "a disponibilização destes contactos, ao abrigo desta funcionalidade, não está relacionada com o ciberataque".

A Polícia Judiciária está a investigar o ciberataque à Vodafone, em colaboração com entidades internacionais, mas também com os serviços secretos, e considera "prematuro" associar este ataque a outros ocorridos recentemente.

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Numa conferência de imprensa "a título excecional" para "esclarecer informação contraditória", que decorreu ontem na sede nacional da PJ, em Lisboa, o coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), Carlos Cabreiro, clarificou que o ciberataque à empresa de telecomunicações Vodafone está a ser investigado como um único ataque.

"Estamos a falar exclusivamente de um ataque informático, um crime informático. As notícias que deram conta de que existiriam outros alvos ou outros ataques informáticos sobre outras instituições não correspondem à verdade", garantiu.

A Vodafone lamentou, através de uma nota, os transtornos causados aos clientes e informou que tem "uma equipa experiente" de profissionais de cibersegurança que, em conjunto com as autoridades competentes, está a realizar uma investigação aprofundada "para perceber e ultrapassar a situação".

A empresa disse que foi alvo de um "ciberataque deliberado e malicioso" com o objetivo de causar danos e perturbações e garantiu que assim que foi detetado o primeiro sinal de um problema na rede, agiu "de forma imediata para identificar e conter os efeitos e repor os serviços" e explica que a situação está a afetar a prestação de serviços baseados em redes de dados, nomeadamente rede 4G/5G, serviços fixos de voz, televisão, SMS e serviços de atendimento voz/digital.

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