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Clínica condenada por demorar meses a avisar doente de cancro grave

Clínica condenada por demorar meses a avisar doente de cancro grave

Uma clínica de cirurgia plástica de Cascais foi condenada a pagar 50 mil euros a uma mulher de Viseu a quem, durante uma operação, extraiu um nódulo da mama que enviou para análise.

Demorou mais de quatro meses a comunicar o pior dos resultados: tratava-se de um cancro de grande agressividade, o que obrigou a doente a tratamentos intensivos, alguns dos quais poderiam ter sido evitados. Após meses de sofrimento, o caso acabou em mastectomia total. Absolvido na primeira instância, o estabelecimento de saúde seria condenado na Relação de Lisboa, decisão já confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Mas vamos aos factos dados como provados. Em fevereiro de 2013, a doente foi submetida na Clínica Europa a uma mamoplastia, intervenção que foi aproveitada para extração de um nódulo da mama direita antes detetado pelo médico de família. Ficou combinado que a clínica, no caso o cirurgião que a operou, deveria mandar com urgência analisar o material retirado, o que fez, enviando-o para o Laboratório de Anatomia Patológica, SA, que menos de duas semanas depois, a 5 de março, enviou o resultado que dava conta de um "carcinoma invasivo".

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