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CMVM já investigou 138 transações dos "Luanda Leaks"

CMVM já investigou 138 transações dos "Luanda Leaks"

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) já investigou 138 transações relacionadas com o caso "Luanda Leaks" e nove auditores, tendo concluído três processos relativos a auditores com recomendações.

Já os restantes seis processos continuam em curso, cabendo ao Conselho de Administração do regulador decidir se seguem para ação sancionatória, para apuramento de contraordenações, anunciaram, esta quinta-feira, a presidente da CMVM, Gabriela Figueiredo Dias, e o administrador José Miguel Almeida, na conferência de imprensa de apresentação do relatório anual de 2019.

Segundo Gabriela Figueiredo Dias, houve "muito trabalho feito" e outro que continua a ser feito. Já José Miguel Almeida indicou que foram alvo de supervisão nove auditores, 27 entidades auditadas por esses auditores, 84 dossiês de auditorias e 138 transações.

Em janeiro deste ano, a presidente da CMVM tinha dito a jornalistas que o regulador dos mercados financeiros tinha iniciado "ações de supervisão concretas" no âmbito do dossiê denominado 'Luanda Leaks', que detalhou esquemas financeiros da empresária angolana Isabel dos Santos, considerando a informação divulgada pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) "de enorme relevo para a CMVM".

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