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Coelima falha entrega do plano de recuperação da empresa

Coelima falha entrega do plano de recuperação da empresa

A administração da têxtil Coelima não vai entregar, ao Tribunal de Guimarães, o plano de recuperação da empresa no âmbito do processo de insolvência. Se não aparecerem interessados, a fábrica entra em liquidação.

Num documento enviado ao Tribunal de Guimarães, a que o JN teve acesso, a administração da Coelima justifica que "não obstante o trabalho desenvolvido, não foi possível obter os apoios necessários à sua recuperação e à viabilização da implementação de um plano de insolvência".

Nesse contexto, "a Coelima concluiu não estarem neste momento reunidas as condições que permitam assegurar a manutenção da exploração da empresa, opção que se mostra, assim, inviável nas condições atualmente existentes", lê-se no documento.

A informação acrescenta que, face à ausência de um plano de recuperação, o processo de insolvência deve "seguir os seus termos em conformidade com o que vier a ser decidido pelos credores quanto ao destino dos ativos apreendidos para a massa insolvente". Ou seja, o próximo passo da insolvência é a liquidação e o possível encerramento da histórica fábrica que emprega, atualmente, cerca de 250 trabalhadores.

O JN sabe que há dois consórcios de empresas do concelho de Guimarães que estão interessados na compra da Coelima. A compra da empresa por parte de outro grupo é a única salvação da fábrica e seus postos de trabalho. O JN tentou, sem sucesso até ao momento, contactar a administração do grupo MoreTextile, que detém a Coelima.

No documento enviado ao Tribunal, a administração da Coelima ressalva que está em curso "um processo de aproximação por parte de um consórcio de investidores que poderá permitir a preservação da atividade económica" da empresa.

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