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Colaboração com outros países dificulta extradição de Rui Pinto para Portugal

Colaboração com outros países dificulta extradição de Rui Pinto para Portugal

Rui Pinto, colocado esta sexta-feira, em Budapeste, sob prisão domiciliária, está a colaborar com a justiça francesa.

O "hacker" português de 30 anos, detido na quarta-feira, colabora com a justiça francesa em casos relacionados com o "Football Leaks". O advogado francês William Bourdon, que faz parte da equipa de defesa de Rui Pinto, confirmou à AFP o envolvimento do cliente com o Procurador Nacional de Finanças, em França.

"Também as autoridades suíças responsáveis pelas investigações relacionadas com a FIFA fizeram um pedido ao Rui Pinto, sendo que ele deseja responder de forma positiva o mais rapidamente possível", acrescentou Bourdon.

O "Football Leaks" tem por base a divulgação de 18,6 milhões de documentos relacionados com os bastidores do futebol. Foi através desta informação que o caso entre Cristiano Ronaldo e a norte-americana Kathryn Mayorga veio a público. O "Football Leaks" também visou o F.C. Porto, com informações sobre a contratação de Danilo Pereira ao Marítimo, e o Sporting, com a divulgação do contrato de Jorge Jesus quando era técnico dos leões. A agência de jogadores Doyen também viu informação revelada no portal foot-leaks.liverjorunal.com.

Alvo de ameaças

Segundo a "Rádio França Internacional", citando o advogado, Rui Pinto tem sido ameaçado por quem "o quer silenciar de qualquer forma". Deste modo, defende Bourdon, o português "cumpre todos os critérios de proteção dos whistleblower", um estatuado previsto na legislação europeia.

Assim, o advogado acredita que o pedido de extradição para Portugal será contestado por outras jurisdições europeias com quem o "hacker" está a colaborar, o que pode dificultar a extradição para Portugal.

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