Segurança

Comando Metropolitano de Lisboa da PSP alerta para 238 casos de polícias agredidos este ano

Comando Metropolitano de Lisboa da PSP alerta para 238 casos de polícias agredidos este ano

O superintendente-chefe do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), Jorge Maurício, alertou esta terça-feira para os casos de policias agredidos, revelando que foram registadas 238 situações entre janeiro e setembro deste ano.

"Não podemos esquecer que os policias são a face visível da autoridade do Estado", afirmou Jorge Maurício, defendendo que as instituições, nomeadamente a magistratura, devem intervir na situação de agressões a forças de segurança.

No âmbito da cerimónia comemorativa do 152.º aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, que decorreu no concelho da Amadora, distrito de Lisboa, o superintendente-chefe disse que a atribuição de câmaras pessoais aos policias é "crucial" e podem ter um papel dissuasor dos casos de agressões.

Participando na sessão, o ministro da Administração Interna considerou que "a agressão a um policia é uma agressão ao Estado de direito democrático que deve ser exemplarmente reprimida", referindo que está em causa a integridade pessoal e a imagem de respeito pelas forças policiais.

Lembrando que Portugal foi distinguido, recentemente, como o terceiro país mais seguro do mundo, Eduardo Cabrita enalteceu o contributo dos "mais exigentes padrões de atuação policial", com capacidade técnica e operacional para saber como, quando e de que forma intervir.

"É uma polícia da defesa do Estado de direito democrático, uma polícia que não tolera nem a violência doméstica, nem o racismo, nem a xenofobia, uma polícia que é uma força ativa de inclusão", reforçou o titular da pasta da Administração Interna.

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Além dos 238 casos de policias agredidos registados nos primeiros nove meses deste ano, o superintendente-chefe do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP deu a conhecer "a outra parte", em que foram instaurados 1.215 processos contra policias desde 2014 a setembro deste ano.

Do total de processos instaurados contra policias, 876 foram arquivados, o que corresponde a 72%, 177 aguardam decisão (14%), 23 foram decididos com pena e sete foram alvo de recurso, segundo os dados do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Relativamente à criminalidade, os resultados operacionais, em termos comparativos entre 2018 e 2019, apontam para uma redução da criminalidade geral em mais de 5,5% e um diminuição de 16% na criminalidade violenta e grave.

"Números muito bons para aquilo que é, neste momento, a questão dos recursos humanos", considerou Jorge Maurício, revelando que existem hoje menos 1.255 policias comparativamente a 2011.

Sobre as preocupações operacionais, o superintendente-chefe elencou a incidência de crimes contra grupos mais vulneráveis, nomeadamente burlas contra idosos, de crimes com arma branca, que registou este ano um aumento acentuado, e a venda de louro prensado, que cria uma imagem muito desagradável da cidade e que contabiliza perto de 600 autos nesta matéria em 2018.

Em relação ao "sucesso" operacional, o responsável do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP indicou a questão dos carteiristas, em que houve "mais de 30% de redução da criminalidade nesta tipologia", e as "muitas prisões preventivas", inclusive em casos de violência doméstica.

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