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"Combate à sinistralidade tem de ser objetivo de toda a sociedade"

"Combate à sinistralidade tem de ser objetivo de toda a sociedade"

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, defendeu esta quarta-feira, ao apresentar o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2021, que o combate à sinistralidade rodoviária "tem de ser um objetivo de toda a sociedade portuguesa" e não apenas uma "prioridade" do Governo.

"Mesmo tendo morrido menos quatro cidadãos [face a 2020], temos 400 mortos nas estradas portuguesas e mais de 2200 feridos graves. Isto mostra quão importante é fazer do combate à sinistralidade rodoviária uma prioridade de todo o país, para além do que é, já hoje, prioridade das políticas do Governo", sublinhou, numa conferência de imprensa no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, José Luís Carneiro.

Segundo o RASI de 2021, registaram-se, no total, 114 900 acidentes, mais 7308 do que em 2020, igualmente marcado pela pandemia de covid-19 e por vários confinamentos. Dos sinistros, resultaram, contabilizados nas 24 horas seguintes, 400 mortos, 2269 feridos graves (mais 273) e 35 404 ligeiros (mais 3333).

Na área da criminalidade geral - que, em termos globais, subiu 0,9% face ao período homólogo - os crimes de condução sem habilitação legal e com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/L foram, de resto, os que, em termos absolutos, mais subiram, com um total de 29 901 ocorrências.

Já na área da Proteção Civil, o governante destacou o facto de, comparando os valores de 2021 com o histórico dos dez anos anteriores, se terem registado menos 43% de incêndios rurais.

José Luís Carneiro salientou, ainda, o reforço da profissionalização do Sistema de Proteção e Socorro nos Corpos de Bombeiros, com a constituição de 103 novas Equipas de Intervenção Permanente. No total, foram assistidas em 2021 por agentes e estruturas da proteção civil mais de um milhão de pessoas.

O RASI de 2021 foi discutido esta quarta-feira, à porta fechada, pelo Conselho Superior de Segurança Interna, presidido pelo primeiro-ministro, António Costa, e será agora remetido à Assembleia da República.

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