Reação

Comunidade judaica nega irregularidades no processo de Abramovich

Comunidade judaica nega irregularidades no processo de Abramovich

A Comunidade Judaica do Porto refuta quaisquer irregularidades cometidas nos processos de atribuição de nacionalidade, nomeadamente, ao oligarca russo Roman Abramovich e ao líder do grupo Altice, Patrick Drahi. A reação da Comunidade Judaica do Porto, também conhecida por Comunidade Israelita do Porto (CIP), surge na sequência da notícia, avançada esta sexta-feira pelo JN, da detenção do seu líder religioso, Daniel Litvak.

Segundo a CIP, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) abriu um processo no início deste ano que foi "baseado em denúncias anónimas e outras", visando unicamente dois casos da atribuição da nacionalidade portuguesa: o primeiro e mais recente tem a ver com "o processo de certificação de Roman Abramovich", que foi instruído pela CIP "e que se encontra em processo de averiguações na PGR (Procuradoria-Geral da República) do Tribunal Administrativo"; e o segundo, que diz respeito ao também bilionário Patrick Drahi, dono da Altice e que "foi certificado pela Comunidade judaica de Lisboa", há mais de cinco anos.

No caso Abramovich, segundo a CIP, o processo deste oligarca, próximo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, "foi certificado pelo Rabino-Chefe em 16 de julho de 2020 de acordo com os critérios legais". A direção da Comunidade Israelita do Porto acrescenta que "teve conhecimento do caso em 10 de agosto do mesmo ano".

Diz a Direção da CIP que o que estará em causa são suspeitas de "um suposto esquema organizado por vários indivíduos" da comunidade judaica do Porto, no qual o rabino Daniel Litvak atestaria "falsamente a qualidade de judeus sefarditas".

A CIP reitera que "o Rabino tutela o departamento de sefardismo com base em critérios plasmados na página oficial, por deliberação da Direção da CIP/CJP, por unanimidade, em 2015, e em respeito pelo Regulamento da Nacionalidade", salientando que "tais critérios foram aceites pelos sucessivos Governos".

Sobre suspeitas de "fundos desviados a favor dos dirigentes", a CIP afirma que isso é "Impossível", porque "toda atividade da CIP/CJP passa por bancos e não há qualquer possibilidade de desvio de fundos a favor de quem quer que seja".

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CIP apresenta queixa contra "caluniadores"

Recentemente, sentindo-se alvo de "uma campanha de difamação que visava denegrir a lei da nacionalidade na parte em que esta concede a nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas", escondendo, alega a CIP, "todos os efeitos positivos" da lei da nacionalidade", a Comunidade Judaica do Porto "fez uma Denúncia Criminal à Procuradoria-Geral da República" para que fossem investigadas o que considera "crimes de Denúncia Caluniosa e de Corrupção jornalística".

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