Crime

Condenada a 18 anos de prisão por matar a mulher no Porto

Condenada a 18 anos de prisão por matar a mulher no Porto

Uma mulher de 32 anos foi esta manhã condenada no Tribunal de São João Novo, no Porto, a 18 anos de prisão por ter esfaqueado mortalmente a sua esposa que havia saído de casa meses antes.

Ana Miranda foi condenada por um crime de homicídio qualificado e um de violência doméstica e terá ainda de pagar 25 mil euros de indemnização por danos não patrimoniais à mãe da vítima.

"Não foi amor ou prova de amor. Foi um ato de puro egoísmo que tirou a vida a alguém a quem devia respeito e consideração", censurou o juiz Pedro Menezes. O presidente do coletivo de juízes que condenou Ana Miranda disse ainda esperar que "o tempo a faça refletir no que fez e nas consequências do seu gesto e que acabe por compreender e assumir o erro que cometeu".

Os factos remontam à manhã de 13 de março de 2021, no Amial, Porto. Após uma relação tumultuosa de sete anos, Catarina, 25 anos, tinha saído de casa e submetido os papéis para o divórcio. Ana não lidou bem com a separação e terá continuado a assediar, perseguir e ameaçar a ex-mulher.

Na manhã do crime Ana esperou que Catarina saísse para trabalhar e abordou-a. As duas discutiram e, sentindo-se ameaçada, Catarina lançou gás pimenta para a cara de Ana. Esta muniu-se de uma faca de cozinha que tinha levado consigo e esfaqueou Catarina por 12 vezes até esta lhe morrer nos braços. Após o crime, Ana pediu a um transeunte que chamasse a polícia e foi-se embora. Vinte minutos depois, entregar-se-ia na esquadra do Bom Pastor. Admitiu o crime e indicou onde estava a faca.

PUB

"Não era este o desfecho que queria"

Na última sessão do julgamento, Ana admitiu o crime e pediu perdão. "Quero pedir perdão. Estou arrependida. Não era este o desfecho que queria", disse, entre lágrimas e tremores, perante o tribunal.

Nas alegações finais, o Ministério Público pedira a sua condenação a uma pena de 18 anos de prisão. Já o advogado de defesa admitia uma condenação por homicídio negligenciável.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG