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Condenada a pagar 10 mil euros a empregada a quem chamou "ladra"

Condenada a pagar 10 mil euros a empregada a quem chamou "ladra"

Tribunal conclui que ré pôs em causa "bom nome" de mulher-a-dias após sumiço de 25 mil euros, que guardava na cozinha, por temer falência do BES.

Belmira tinha medo de que o Banco Espírito Santo (BES) falisse e, por isso, tinha 25 mil euros guardados num armário da cozinha de sua casa, no concelho de Cascais. Mas, no verão de 2015, o dinheiro desapareceu do armário e a mulher apresentou queixa-crime contra Ana, a empregada doméstica que contratara um mês antes. Agora, mais de quatro anos depois de Ana ter sido ilibada do alegado furto, Belmira foi condenada pelo Tribunal da Relação de Lisboa a indemnizá-la em dez mil euros, por ter atentado contra o seu "bom nome", ao chamar-lhe publicamente "ladra" e "larápia". A ré nega.

No acórdão proferido recentemente, os juízes desembargadores salientam que não ficou provado que Belmira tenha pretendido "denegrir" a empregada doméstica ao apresentar a queixa-crime. Mas já consideram que quis e ofendeu o seu "bom nome" quando a acusou, pouco depois e junto de conhecidos, de ter furtado o dinheiro.

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