Viana do Castelo

Condenado a prisão por burlar namorada em 200 mil euros

Condenado a prisão por burlar namorada em 200 mil euros

O Tribunal de Viana do Castelo condenou, esta sexta-feira, um homem de 60 anos, acusado de burlar uma namorada em cerca de 200 mil euros, a três anos e oito meses de prisão efetiva.

A condenação de José Seco por burla qualificada prevê ainda o pagamento à vítima, Manuela Meira, de uma indemnização no valor de 184 mil e 800 euros, cinco mil dos quais relativos a danos não patrimoniais.

A juíza Cristina Xavier justificou a prisão efetiva com o facto de o arguido já ter "percurso criminal" e devido à sua "propensão para o uso de expedientes para obter dinheiro fácil".

O Procurador do Ministério Público Miguel Forte vai pedir agravamento da pena para cinco anos por considerar que a pena anunciada "é insuficiente", tendo em conta os danos patrimoniais e morais sofridos pela mulher.

Manuela Meira, que assistiu à leitura do acórdão, manifestou-se "insatisfeita com a pena". "Não só por causa dos danos monetários, mas também morais que ele me criou", considerou.

"A defesa vai analisar o acórdão de forma calma e ponderada e vamos discutir a possibilidade de recorrer. Quanto ao pedido de agravamento da pena, podemos ou não acompanhar o recurso", disse o advogado da vítima, Pedro Meira.

Em causa está um caso de burla qualificada em que é arguido José Seco, que atualmente cumpre sete anos de prisão no Estabelecimento Prisional do Vale do Sousa, por envolvimento em tráfico de cocaína.

José Seco e Manuela Meira mantiveram um relacionamento amoroso entre 2012 e 2015, período durante o qual este se apropriou do seu dinheiro, num total de cerca de 200 mil euros, alegadamente para fazer aplicações financeiras e fazer face às suas dificuldades financeiras.

Durante o julgamento, o homem mostrou-se arrependido e, nas alegações, pediu desculpas a Manuela Meira e à família. "O meu comportamento foi fruto de uma fase má da minha vida e, se não tivesse sido preso, continuaria a pagar à Manuela. Estou disposto a entrar em contacto com ela para acordar pagamento", declarou.

Nas alegações finais, o Procurador do MP pediu uma "condenação séria" do arguido, por entender que deve haver uma "importância grave em termos de prevenção geral e especial".

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