Processo

Condenados a cadeia por prostituição em café de Castro Daire

Condenados a cadeia por prostituição em café de Castro Daire

Imigrantes ilegais eram exploradas. Lucro de 329 mil euros.

Quatro homens e uma mulher, com idades entre 32 e 55 anos, foram condenados pelo tribunal de Viseu a penas que vão dos seis anos de prisão, por crimes de lenocínio e auxílio à imigração ilegal, praticados num café na localidade de Ouvida, Castro Daire, distrito de Viseu.

A investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que começou em 2014, permitiu descobrir que os quatro homens e a mulher, com residência em Viseu e Castro Daire, angariavam mulheres, maioritariamente brasileiras, em situação ilegal, e exploravam-nas sexualmente.

Quartos para sexo

A atividade desenvolvia-se no café "Nossa Senhora da Ouvida", em Castro Daire, que tinha uma área reservada com quartos, destinada à pratica de atos sexuais remunerados. Os arguidos ficavam com metade do valor das bebidas pagas pelos clientes às mulheres. Se estas aceitassem praticar atos sexuais, cobravam 30 euros, dos quais dez eram entregues aos arguidos que, à vez, ficavam ao balcão a receber o dinheiro e a controlar a atividade.

O principal arguido, João Teixeira, gerente do café, foi condenado a seis anos e meio de prisão efetiva e a pagar ao Estado 329 mil euros, resultante dos ganhos obtidos de forma ilícita. José Cancela, com extensos antecedentes criminais, irá cumprir três anos de prisão efetiva. Com penas suspensas ficaram João Ferreira Campos, condenado a dois anos e dez meses de prisão, Mónica Alves, a dois anos e três meses e Artur Crisóstomo a dois anos de prisão.

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