Debate Quinznenal

Costa: "Ainda havemos de saber o que cada um sabia sobre esta história de Tancos"

Costa: "Ainda havemos de saber o que cada um sabia sobre esta história de Tancos"

António Costa comentou, esta quarta-feira, no Parlamento, o caso de Tancos, depois de ter sido questionado sobre o tema por Fernando Negrão.

"Os documentos que o ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa diz ter recebido, o senhor primeiro-ministro tem conhecimento deles?", questionou Negrão, para obter uma resposta negativa de António Costa. Pressionado pelo líder parlamentar do PSD, Costa afirmou que a informação que tem aponta para que o ministro não tivesse conhecimento do caso.

Questionado a seguir sobre se o ministro Azeredo Lopes tinha conhecimento do documento, o primeiro-ministro acrescentou: "a informação que tenho é que não tinha conhecimento".

Em declarações à RTP, o tenente-general Martins Pereira, ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa e atual adjunto do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas para o Planeamento e Coordenação, disse que o seu advogado entregou hoje no DCIAP a "documentação verdadeira".

"A documentação verdadeira foi entregue hoje no início da tarde, no DCIAP, pelos serviços do meu advogado", disse Martins Pereira, citado pela RTP.

Face ao esclarecimento do primeiro-ministro, Fernando Negrão considerou "muito estranho que um chefe de gabinete não transmita uma informação desta importância" ao ministro.

Dirigindo-se ao deputado do PSD, António Costa admitiu estar "verdadeiramente curioso" sobre a opinião de Fernando Negrão em relação ao documento, questionando: "não querendo eu acreditar que teve acesso a documentos em segredo de justiça, como sabe se o documento é importante ou não é importante?".

"O que é que sabe que não nos quer contar? Um dia todos haveremos de saber o que é que cada um sabia sobre esta história", disse o primeiro-ministro.

À RTP, Martins Pereira disse que o documento que entregou ao DCIAP se refere à operação de recuperação do material roubado em Tancos e que lhe foi entregue pelo ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar, major Vasco Brazão, e pelo coronel Luís Vieira, ex-diretor daquela polícia, numa reunião no seu gabinete.

No passado dia 4, Martins Pereira admitiu à Lusa o encontro com os dois militares em novembro passado. Sem se referir a qualquer documento, acrescentou que nunca "descortinou" qualquer facto que indiciasse irregularidade ou indicação de encobrimento dos culpados do furto de Tancos.

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