Depoimento

Costa nega ter sabido de encenação na recuperação de armas de Tancos

Costa nega ter sabido de encenação na recuperação de armas de Tancos

O primeiro-ministro negou, por escrito ao juiz Carlos Alexandre, ter tido conhecimento de que a operação de recuperação do material roubado, em 2017, dos paióis de Tancos fora encenada.

O gabinete do primeiro-ministro divulgou, esta quarta-feira, as respostas dada pelo chefe de Governo no âmbito da instrução do processo de Tancos, destinada a apurar se existem indícios suficientes para o processo seguir, ou não, para julgamento.

Costa foi inquirido como testemunha, a pedido da defesa de Azeredo Lopes, ministro da defesa à data dos factos e um dos 23 arguidos no processo.

Questionado por Carlos Alexandre se, "em algum momento", teve conhecimento de que em causa estava uma "recuperação encenada", conseguida graças a uma investigação "paralela" que incluiu um acordo com um dos assaltantes, Costa responde apenas que "não".

O primeiro-ministro recusa também, igualmente de forma sintética, ter sabido de que Azeredo Lopes estava, no entender do Ministério Público, a par da encenação.

A acusação é rejeitada pelo ex-ministro da Defesa, que, a 3 de fevereiro, reiterou mais uma vez num comunicado após ser interrogado pelo juiz de instrução no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, que nunca soube de "qualquer encenação da entrega do armamento".

A instrução do processo ao roubo e posterior descoberta, na Chamusca, de material dos paióis de Tancos decorre desde 8 de janeiro de 2020, à porta fechada, e, para já, tem diligências agendadas até 27 de fevereiro. O processo corre no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

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