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Covid: nova variante atrasa centenas de processos judiciais

Covid: nova variante atrasa centenas de processos judiciais

Número de diligências não realizadas não pára de aumentar desde novembro, mês em que a variante, mais contagiosa, foi detetada.

A alegada fraude com um subsídio milionário para um hotel da Tocha é de 2010, a acusação do Ministério Público (MP) foi deduzida dez anos depois e o julgamento foi agendado para 17 do corrente mês. Porém, neste dia, a procuradora do MP no Tribunal de Coimbra estava isolada, por causa da covid-19, e o julgamento foi adiado para 24. Dia em que teve de ser de novo adiado, porque, desta vez, eram uma juíza, um advogado e um arguido que estavam em isolamento profilático. Casos como estes têm aumentado nos últimos meses nos tribunais de todo o país, em consequência do aumento de infeções provocado pela ómicron, a variante mais recente do coronavírus.

Associada a um aumento abrupto da transmissão comunitária, a ómicron foi detetada em Portugal no final de novembro e, logo nesse mês, o número de adiamentos relacionados com a covid-19 mais do que triplicou face a outubro.

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