Loures

Curiosos não resistiram ao frio e abandonaram PSP antes de Vieira chegar

Curiosos não resistiram ao frio e abandonaram PSP antes de Vieira chegar

Quase uma dezena de curiosos, alguns dos quais benfiquistas, aguardaram, esta quarta-feira, várias horas pela chegada de Luís Filipe Vieira à sede do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Loures, mas acabaram por desmobilizar antes de tal acontecer.

O presidente do Benfica deu ali entrada apenas pelas 21 horas, onde vai ficar detido pelo menos até amanhã, quinta-feira.

"Em vez de estar no café ou em casa sozinho, estou aqui", desabafou, ao JN, um adepto benfiquista ali presente, residente a poucos metros da sede do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. Apoiante de Vieira, lamenta que o nome do clube de coração acabe por ser arrastado para a polémica, mas defende, sob anonimato, que as autoridades tem de investigar eventuais crimes que tenham sido praticados pelo dirigente benfiquista.

O frio e a segunda meia-final do Europeu de futebol, agendada para as 20 horas, acabaram por fazê-lo voltar a casa, tal como a um casal idoso que aproveitou para passar a tarde na companhia de uma amiga. Antes, aperceberam-se, em conversa com o JN, que o restaurante "Rei dos Frangos" que existe nas proximidades não pertence a José António dos Santos, popularmente conhecido como "rei dos frangos" e também detido esta quarta-feira. "Tenho de ir dizer ao funcionário do restaurante", gracejou um dos curiosos.

No total, foram detidas, esta quarta-feira, quatro pessoas, por suspeitas de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento. "No processo investigam-se negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades", adiantou, em comunicado, o Departamento Central de Ação e Investigação Penal do Ministério Público.

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Os arguidos serão apresentados, na quinta-feira, ao juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação mais gravosas do que o termo de identidade e residência.

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