Justiça

Defesa de Diana Fialho pede absolvição por dúvida razoável

Defesa de Diana Fialho pede absolvição por dúvida razoável

A advogada de Diana Fialho desmontou a tese do Ministério Público para condenar a sua constituinte pelo assassinato de Amélia Dialho e pediu a sua absolvição baseado no princípio "in dubio pro reu", ou dúvida razoável.

Durante as alegações finais do julgamento que decorre no Tribunal de Almada, Tânia Reis considerou que não faz sentido o lapso temporal entre a compra do isqueiro e gasolina no posto do Montijo e a hora em que foi dado o alerta do incêndio, de duas horas, e refuta que estas compras significa que tenham sido utilizados com o fim a que o MP se propõe, para incendiar o corpo.

"Se tudo isso tivesse tão bem engendrado, como disse o MP não teriam feito como fizeram, utilizando o multibanco e sabendo que a bomba tinha câmaras de videovigilância". "O isqueiro foi comprado por Diana porque esta fumava", adiantou.

Tânia Reis desvaloriza ainda por completo a reconstituição feita pela PJ na companhia de Iuri Mata, já que "não se sabe as circunstâncias em que tal se sucedeu nem o arguido foi acompanhado de um advogado" e relembrou que o relatório médico que comprovou que o corpo carbonizado era o de Amélia Fialho só foi entregue findo o inquérito, não podendo ser admitido. Sobre a opção de silêncio da arguida em tribunal, que o MP considerou ser uma farsa ao ser justificada por razões médicas, Tânia Reis relembrou que Diana Fialho não quis falar porque não quis, direito que lhe assiste.

Outros Artigos Recomendados