Processo

Defesa mostra provas de Paulo Lalanda e Castro fora da Octafarma Portugal

Defesa mostra provas de Paulo Lalanda e Castro fora da Octafarma Portugal

A defesa de Paulo Lalanda e Castro pediu a prescrição dos crimes de corrupção e apresentou esta terça-feira ao tribunal documentos que do seu ponto de vista atestam a inocência do arguido.

O advogado Soares da Veiga entregou esta terça-feira ao tribunal, durante a instrução do processo, os relatórios anuais da Octafarma AG, na Suíça, que dão conta que o arguido desde 2009 não figurava como gerente na Octafarma Lda, filial portuguesa, mas representava sim a Octafarma AG.

O empresário Paulo Lalanda e Castro, o ex-presidente do INEM Luís Cunha Ribeiro e outros cinco arguidos são suspeitos de viciar procedimentos concursais públicos na área da saúde para benefício da Octafarma.

PUB

Os dois principais arguidos terão acordado entre si que Luís Cunha Ribeiro utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a Octapharma em troca de dinheiro. O processo O negativo imputa aos arguidos 56 crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e branqueamento de capitais.

De acordo com Soares da Veiga, mandatário do arguido, os relatórios anuais da Octafarma AG, na Suíça, atestam que entre 2009 e 2012 Gama da Silva liderou a filial portuguesa, em 2013 foi o italiano Abramo Brandi e a partir de 2014 houve um trio composto por Eduardo Marques, Anabela Marques e Helena Direito. "Tal mostra que Paulo Castro não tinha influência na filial portuguesa durante um largo período que a acusação lhe imputa os crimes".

Soares da Veiga pediu também a prescrição dos crimes de corrupção, alegando que do ponto de vista do MP estes começaram em 1998 e que por isso prescreveram atualmente.

A acusação indica dois momentos em que Luís Cunha Ribeiro foi corrompido por Paulo Lalanda e Castro. Um cheque passado em 2004 no valor de 150 mil euros e outro mais tarde de 30 mil euros. A defesa, em tribunal, defendeu que estes foram empréstimos não a Luís Cunha Ribeiro, mas ao seu cunhado, e entregou os cheques que comprovam a restituição do valor. O empréstimo de 150 mil foi pago em três tranches de 50 mil e o de 30 mil euros em quatro tranches de 7,5 mil euros.

O Ministério Público pediu dez dias para analisar os documentos e o processo será retomado em outubro, após as férias judiciais que começam esta sexta-feira.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG