Bragança 

Defesa quer nova reconstituição no caso do homicídio de Luís Giovani 

Defesa quer nova reconstituição no caso do homicídio de Luís Giovani 

O coletivo de juízes que está a julgar a morte de Luís Giovani, em Bragança, mandou suspender a obras de requalificação na Avenida Sá Carneiro, em Bragança, por modificarem umas escadas, onde a vítima terá caído, segundo tese da Defesa, que pede uma nova reconstituição do crime.

Um requerimento entregue no Tribunal de Bragança, esta quarta-feira, refere que no decurso da obra foi retirado o corrimão central da escadaria que constituiu a travessa de Negrilhos e foi removida parte dos degraus das escadas. "Por isso, apresentamos o requerimento, porque consta dos elementos já existentes no processo que a vítima, Luís Giovani, terá caído, precisamente, nessas escadas. Por esse facto solicitamos como meio de prova a reconstituição do facto e só é possível fazer essa reconstituição com os elementos tão fiéis quanto possível dos elementos que existia à data dos factos. O corrimão ainda está nos estaleiros da empresa, parece-nos pertinente que pudesse ser conservado esse corrimão em pelo menos preservados o limite onde os ofendidos indicaram que Giovani terá caído [o equivalente a cerca de 40 degraus]", explicou.

O coletivo de juízes deferiu o requerimento e vai mandar suspender as obras no local, mas para já não decidiu sobre uma nova reconstituição da noite da agressão ao jovem cabo-verdiano, com 21 anos. Foi realizada uma primeira reconstituição, nas noites de 25, 26 e 27 de maio, mas Ricardo Vara Cavaleiro considera que "foi só parcial" e ficou circunscrita "à fase inicial" da contenda ente os vários jovens.

Os sete arguidos, entre os 24 e os 36 anos, estão ainda acusados de três crimes de ofensas à integridade física, cujas vítimas são os três amigos que acompanhavam Giovani naquela noite de 21 de dezembro. O jovem deu entrada no hospital com um traumatismo crânio-encefálico e esteve dez dias em coma. A sua morte foi declarada ano dia 31 de dezembro num hospital do Porto. Os arguidos negam responsabilidades na morte do aluno e argumentando que esta resultou de uma queda nas escadas da Travessa dos Negrilhos.

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