Espanha

Defesa quer portugueses suspeitos de violação em liberdade ou em cadeias lusas

Defesa quer portugueses suspeitos de violação em liberdade ou em cadeias lusas

Dois dos suspeitos de violação grupal em Espanha já estão em casa e mantém inocência.

A defesa dos dois portugueses em prisão preventiva por suspeita de violação vai pedir a sua libertação mediante fiança ou, pelo menos, a sua transferência para uma cadeia lusa. Os outros dois jovens entretanto libertados já estão em casa e asseguram que o sexo foi sempre consensual. As duas mulheres, de 22 e 23 anos, garantem que foram atraídas para uma cilada e forçadas a manter relações com os quatro.

Os dois presos estão desde anteontem no Centro Penitenciário das Astúrias e os outros dois já regressaram ontem a casa, em Famalicão. Os quatro jovens, com idades entre 22 e 28 anos, estão indiciados do crime de agressão sexual com penetração e a decisão do Tribunal de Instrução das Astúrias teve em conta o suposto papel de cada um na eventual violação grupal.

O advogado dos portugueses, Germán Inclán, já anunciou que vai recorrer e pede que, pelo menos, os dois presos sejam transferidos para uma cadeia lusa, mais perto das suas casas.

Segundo fonte da investigação, citada pela estação de televisão "laSexta", as mulheres terão entrado no hotel por sua própria vontade e, ainda de acordo com a Polícia, terão saído quando quiseram. Poucas horas depois, queixaram-se de que tinham sido agredidas e forçadas a manter relações sexuais com os quatro lusos.

A defesa contesta e socorre-se das perícias médicas e de um vídeo já entregue ao tribunal para sustentar que as relações sexuais foram consensuais e que não houve qualquer emboscada.

PUB

Segundo o advogado dos portugueses, não há registo de lesões compatíveis com agressões ou violação e o vídeo gravado por um dos jovens mostra que "todos estavam bem e a divertir-se, com atitudes que não são compatíveis com pressão, medo ou coação".

Queixa contra políticos

Germán Inclán protestou contra declarações feitas por governantes, "a roçar o criminoso", que culparam os portugueses antes mesmo de estes terem sido ouvidos em tribunal.

"Certa gravidade"

A delegada do Governo nas Astúrias, Delia Losa, garantiu que irá sempre condenar qualquer agressão contra uma mulher e explicou que o caso de Gijon "aparentemente tem uma certa gravidade" e as queixosas "têm as suas razões".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG