Bragança

Defesa quer voltar ao local das agressões a Giovani

Defesa quer voltar ao local das agressões a Giovani

A defesa de um dos sete arguidos acusados do homicídio de Luís Giovani Rodrigues entregou esta quarta-feira ao Tribunal de Bragança um requerimento em que pede uma visita ao local onde terão ocorrido as agressões entre várias pessoas, nomeadamente Giovani, mais três cabo-verdianos e os arguidos, para confirmar as distâncias e a visibilidade.

"Queremos averiguar as distâncias concretas das duas ruas onde os alegados factos terão ocorrido [Rua das Beatas e Travessa dos Negrilhos-Rua Rainha Santa Isabel], e as distâncias entre a Travessa dos Negrilhos e o local onde Giovani foi encontrado", explicou Américo Pereira, advogado, no final da sessão do julgamento realizada esta quarta-feira.

As agressões ocorreram de madrugada e as condições de visibilidade do local suscitam dúvidas. "Há muitas testemunhas que referiram que a visibilidade não era boa e há relatos que são imprecisos por causa disso. A rua é mal iluminada e a perceção que algumas pessoas tiveram dos factos pode não ser correta", acrescentou o causídico.

As obras nas escadas da Travessa dos Negrilhos, onde Giovani terá sofrido uma queda, continuam suspensas à ordem do tribunal.

Luís Giovani Rodrigues, cabo-verdiano de 21 anos, aluno do Instituto Politécnico de Bragança, morreu a 31 de dezembro de 2019, no hospital de Santo António no Porto, após ter estado envolvido numa escaramuça na cidade transmontana, 10 dias antes.

O jovem foi encontrado inconsciente numa rua de Bragança na madrugada de 21 de dezembro por dois agentes da PSP. Foi transportado para a Urgência do Hospital de Bragança, de onde foi transferido para a unidade hospitalar do Porto em coma, estado do qual nunca chegou a sair.

Antes da fase instrutória, foi realizada uma reconstituição dos factos nas noites de 25, 26 e 27 de maio de 2020, com a presença dos arguidos. Entretanto, em fevereiro foi solicitada uma nova reconstituição por parte da defesa. O Tribunal ainda não deferiu esse pedido, mas na altura mandou suspender as obras de requalificação que o município estava a realizar nas escadas da Travessa dos Negrilhos, onde Giovani terá caído. A intervenção continua parada por decisão do tribunal.

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